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A delação que fulmina a “honestidade” de Dilma

Se alguém ainda acredita na “honestidade” da president@ Dilma – responsável, entre outras falcatruas, pelo desastre de Pasadena - qualidade defendida com gritos, xingamentos e dedos em riste por petistas e comunistas do B na sessão da Câmara que admitiu seu julgamento por crime de responsabilidade, pode tirar mais esse cavalinho da chuva.

O ex-chefe de gabinete de Delcídio Amaral, Diogo Ferreira, põe uma pá de cal no que resta deste conceito positivo da madame – um dos poucos conceitos positivos de que desfruta. Ferreira não apenas confirma o que o disse o senador em relação à tentativa de Dilma de obstruir a Justiça, mas apresenta provas: mensagens trocadas com o hoje ministro do STJ Marcelo Navarro Ribeiro Dantas em que o conluio fica explícito.

Aos fatos: Delcídio, então líder no governo na Câmara, disse ter sido convocado por Dilma, no início do ano passado, para negociar com Dantas sua indicação para o STJ em troca da concessão de habeas corpus de alguns tubarões presos pela Lava Jato. O mais notório deles era Marcelo Odebrecht; o segundo mais notório era Otávio Marques Azevedo, chefão da Andrade Gutierrez.

O desejo de liberação deles não era movido por humanitarismo, mas pelo receio de que abrissem o bico. Nesse caso, seria uma avalanche de acusações contra Lula, o PT e a própria Dilma (como confirma a delação de Otávio Azevedo, que denunciou o pagamento de propina em forma de doação declarada à campanha de reeleição de Dilma). O relator dos habeas corpus levados ao STF e relacionados à Lava Jato ocupava o cargo interinamente. Era, preciso, portanto, colocar no lugar certo, na hora certa... um homem certo.

Ribeiro Dantas aceitou a tarefa, segundo Delcídio. E foi empossado. Seu voto solitário, em dezembro, pela concessão de habeas corpus aos tubarões da Lava Jato, mais dois executivos das empreiteiras deles e o publicitário Ricardo Hoffmann equivale, portanto, a um atestado de que, de fato, era o homem certo pretendido por Dilma.

O ex-chefe de gabinete de Delcídio teve acordo de delação premiada homologada. E homologada porque a troca de mensagens que manteve com Dantas atesta a mutreta embutida em sua nomeação.

A revelação complica Dilma ainda mais junto à Procuradoria-Geral da República, que, em parecer ao STF em que recomenda a anulação da posse de Lula na chefia da Casa Civil, afirma que sua nomeação constituiu “desvio de finalidade”, pois visou tão somente a dar-lhe foro privilegiado para escapar do juiz Sérgio Moro, então na iminência de ordenar sua prisão preventiva.

A delação de Ferreira fulmina a “honestidade” de Dilma. E fornece uma prova eloquente de que ela tentou obstruir a Justiça. Isso é crime de responsabilidade, que deverá ser denunciado em breve pela Procuradoria-Geral. E quando isso vier a acontecer: petistas e comunistas - que foi o que sobrou da base de apoio de Dilma no Congresso - gritarão e xingarão de dedo em riste: "É golpe!"