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A imagem da derrota

Luís Inácio Lula da Silva desceu a rampa do Palácio do Planalto ao lado de Dilma Rousseff, sua criatura e instrumento do projeto de poder dele e do PT. A mesma rampa que, em 1º de janeiro de 2003, ele subiu apoteoticamente e, em 12 de maio de 2016, fez o trajeto oposto, vencido, humilhado, desprezado e investigado pela Justiça.

Dilma foi apeada do poder para ser julgada por crime de responsabilidade, que nada mais é do que a ponta do iceberg que afundou o Brasil. Iceberg composto de ineficiência administrativa, messianismo, autoritarismo e corrupção.

Abatido, descabelado, olhar vago, introspectivo e coifando o bigode o tempo todo, Lula olhou várias vezes com rancor para a sua criatura.

Afinal, a incompetência, arrogância e voluntarismo daquela que apresentou como a "gerentona" e cuja missão era servir de ponte para voltasse ao poder, implodiu o seu projeto político e pessoal. E mergulhou o PT no ocaso, do qual dificilmente emergirá.

Dilma não voltará ao governo. O ostracismo é o seu destino.

Lula não voltará ao poder. Prestar contas à Justiça dos seus muitos crimes é o seu destino. Mais que merecido. E ansiado pela nação.

Acompanhe José Pedriali