21°
Máx
17°
Min

A prova que faltava para Lula ir a pé para ser preso em Curitiba

A planilha encontrada no setor de propinas da Odebrecht – sim, a empreiteira tinha até isso -, anota nas páginas dedicadas aos pagamentos a Antonio Palocci, o “Italiano”, intermediário do PT, R$ 12 milhões destinados ao “prédio (IL)”.

A relação com Instituto Lula é automática.

Ano do pagamento: 2010, quando Lula ainda presidia o país.

Local do prédio: Vila Clementino, São Paulo.

Escritura em nome de um laranja.

Mensagem no celular de Marcelo Odebrecht confiscado pela PF confirma a transação. E aponta que, além de Palocci, participou da negociação o advogado favorito de Lula, Roberto Teixeira.

Na devassa que fez no sítio em Atibaia QUE NÃO PERTENCE A LULA (!), em março, a Polícia Federal encontrou, dentro de uma pasta rosa, projeto de reforma de um prédio... na Vila Clementino.

Em depoimento aos investigadores da Lava Jato, José Carlos Bumlai, o amigão que Lula fez de laranja no empréstimo fraudulento do Banco Schain para o PT, o que lhe custou nove anos de prisão em regime fechado, afirmou que foi procurado para servir de laranja também no negócio do prédio da Vila Clementino. Refugou.

Quando denunciado pela Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, há duas semanas – denúncia aceita pelo juiz Sergio Moro -, Lula esbravejou: “Se aparecer uma prova de corrupção contra mim, só uma, vou a pé para ser preso”.

A documentação sobre o prédio destinado ao Instituto Lula (o terreno não foi utilizado, mas isso é o de menos) é a prova retumbante de que, quando presidente da República, aceitou presente – e que presente! – da maior prestadora de serviços para o governo federal. Isso só tem um nome, e um nome que rima com prisão: co-rru-pção!

Então, Lula, quando vai começar a caminhada de São Bernardo do Campo até a República de Curitiba?

Acompanhe www.josepedriali.com.br