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Apesar dos pesares, Temer devolve a esperança

Michel Temer assumiu a presidência provisória há um mês e um dia. É discreto, educado, conciliador, se expressa com correção e é elegante nos gestos e no vestuário.

Não consertou o Brasil da noite para o dia – missão impossível! -, como cobram os petralhas, mas devolveu a esperança de melhores dias confiscada por Dilma e pelo PT e os meios para materializá-la: nomeou uma equipe de técnicos altamente capacitados para comandar a economia.

Seu ministério sofreu duas baixas importantes – os titulares do Planejamento e Transparência (ex-CGU) foram abatidos por falarem mal da Lava Jato – e, ressalvando-se um ou outro integrante investigado, é composto por pessoas de competência e de espírito conciliar como o chefe interino de Estado.

Conciliação é a linha-mestra de seu governo, embora isso possa lhe custar caro, pois ele precisa do apoio do Congresso para levar adiante suas ações de governo, e o obteve ao ter aprovada a nota “meta fiscal” – um rombo de R$ 170 bi no orçamento – e a desvinculação das receitas. Precisa também do apoio do Congresso para se consolidar no cargo. E o Congresso sabe apresentar a fatura em troca desse apoio...

O tempo urge para Temer. E para o país, que precisa sair da grave crise política, econômica e moral no qual o PT o mergulhou. Só a temer se Dilma voltar.