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Bumlai, o “trouxa perfeito do PT”. Assim como milhões de brasileiros

O pecuarista José Carlos Bumlai (foto) confessou, em petição final ao juiz Sergio Moro, que se portou como um “trouxa perfeito do PT” e que está “arrependido” de muitos de seus atos.

Bumlai foi tão íntimo de Lula que tinha as portas abertas do Planalto para visitar o amigo, quando quisesse e sem agendar. Foi flagrado como “laranja” de uma operação de crédito fraudulento para o PT, no valor de R$ 12 milhões, contraído com o Banco Schain. O banco não recebeu o crédito, mas uma de suas empresas foi escolhida para construir uma sonda para a Petrobras – coisa que jamais havia feito - ao custo de US$ 1,6 bilhão.

O pecuarista está preso desde novembro do ano passado. É réu por corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira.

Ele não é, no entanto, o “trouxa perfeito” do PT: milhões e milhões de brasileiros se comportaram como ele, acreditando que o partido de Lula, a “viva alma mais honesta deste país”, imporia a ética na política, faria uma gestão eficiente e respeitaria as instituições.

Bumlai, o "trouxa perfeito", foi recompensado com empréstimos do BNDES para suas empresas em estado falimentar, além da companhia do então homem mais poderoso do país; os brasileiros que acreditaram no PT, ganharam uma temporária sensação de bem-estar, financiada com uma orgia de gastos públicos que redundou na mais grave recessão da história.

O ex-amigão de Lula está sendo penalizado com a prisão – temporária, por enquanto, mas como é réu confesso e os donos do Schain também, vai purgar alguns anos atrás das grades.

Os brasileiros, quantos anos precisão para se recuperar dos efeitos da crença na honestidade de propósitos do PT? Assim como Bumlai, muitos se arrependeram. Tarde demais.


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