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Como é ingênua essa Gleisi...

“Conheço o pai dos meus filhos. Sei das suas qualidades e do que não faria, por isso sei da injustiça que sofreu nesta manhã”, afirmou a senadora Gleisi Hoffman, em carta aos colegas da comissão de impeachment – a “bancada do holofote”, da qual é a integrante mais estapafúrdia.

Gleisi se referia à prisão, ocorrida quinta-feira passada, do ex-ministro Paulo Bernardo, seu companheiro conjugal. Bernardo é acusado de contratar, quando ministro do Planejamento, a empresa Consist para gerenciar créditos vinculados aos servidores federais. A empresa superfaturou suas tarifas – roubando, assim, dos trabalhadores – para repassar propina a Bernardo e ao PT.

Convivendo maritalmente com Bernardo há vinte anos, é surpreendente que Gleisi não tenha percebido que o companheiro se comportava criminosamente. Afinal, parte do dinheiro desviado dos servidores públicos cobriu despesas pessoais da senadora – como motorista, multas eleitorais e até cabeleireiro.

O STF está de posse desses comprovantes, e Gleisi só não foi presa junto com Bernardo porque tem foro privilegiado. O processo contra ele sobre esses desvios está em segredo de justiça.

Mas outro processo corre à luz do dia e é derivado da Lava Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro: o aporte de pelo menos R$ 1 milhão desviados da Petrobras na campanha que a elegeu senadora. A Procuradoria-Geral da República a denunciou ao STF. Foi graças às “qualidades” de Bernardo, que o solicitou ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que o dinheiro chegou à campanha dela. E ela não sabia de nada...

Gleisi, a mais ingênua das esposas, deveria, a partir desse episódio, rever seu conceito sobre o marido e sobre a “ética” do PT – exposta despudoramente na comissão de impeachment há pouco mais de uma semana. Segundo ela, os petistas são seres iluminados que roubam para financiar as atividades do partido e não para se enriquecer.

Só com a Consist, Paulo Bernardo embolsou R$ 5,4 milhões!

O narizinho de Gleisi está severamente comprometido.

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