27°
Máx
13°
Min

Cunha sai. E os petistas deliram sobre a possibilidade de reverter o impeachment

Bastou tornar-se pública a decisão do ministro Teori Zavascki de afastar Eduardo Cunha do exercício do mandato e, portanto, da presidência da Câmara e –fiat lux! – iluminou-se o fim do longo túnel em que o PT se meteu: o partido vai tentar ressuscitar no STF a tese de que o processo de impeachment de Dilma é "nulo" porque teve "vício de origem": a iniciativa foi, como alega o advogado-geral do Dilmão José Eduardo Cardozo, uma "vingança" de Cunha por não ter apoio dos petistas no Conselho de Ética que o julga por quebra de decoro parlamentar.

Como afirmado no título: essa esperança é fruto do delírio que sempre acometeu os petistas – antes pelo regozijo do poder, agora aguçado pela inevitabilidade de perdê-lo.

Primeiro que não houve o tal “vício de origem”, pois o pedido de impeachment não é de autoria de Cunha, competindo a ele tão somente a tarefa, estabelecida pela Constituição, de acatá-lo ou não. E como poderia haver “vingança” de Cunha se ele aceitou o pedido de impeachment antes do seu julgamento pelo Conselho de Ética?

Segundo: a decisão de Teori, mesmo que convalidada pelo plenário do STF, como tudo indica que será, não tem efeito retroativo. Ou seja, ela não anula ss atos de Cunha como deputado e tampouco como presidente da Câmara.

Terceiro: a tal “nulidade” do processo por “vício de origem” foi solenemente rejeitada pelo plenário do Supremo quando o advogado-geral do Dilmão recorreu da decisão da comissão especial da Câmara de dar prosseguimento ao pedido de impeachment.

Quarto: a esperança é a última que morre. Nesse caso, nasce morta.

*Acompanhe José Pedriali - josepedriali.com.br