27°
Máx
13°
Min

Dilma, a “carta fora do baralho”

Sem o que fazer além de defender o seu mandato, pois seu desgoverno acabou há muito, a cada vez menos presidente Dilma Rousseff reuniu ontem, durante duas horas, um grupo de jornalistas no Palácio do Planalto para – segundo a Folha de S. Paulo – “denunciar um estado de golpe sendo conspirado no Brasil” (kkkkkkk).

Ela se disse otimista sobre a votação da Câmara e, se perder nessa instância, na do Senado, anunciando que, vencida a provação, proporá um “pacto nacional”, que inclua “vencidos e vencedores”. Mas, se der errado, profetizou: “Serei uma carta fora do baralho”.

Em primeiro lugar, quem aceitará um "pacto" com quem é incapaz de pactuar qualquer coisa desde que assumiu, cinco anos, três mses e 13 dias atrás? Como toda regra tem exceção, esta também: o único compromisso que cumpriu foi "fazer o diabo" para se reeleger. E o está repetindo agora, para se manter no poder. Mas até o diabo está fugindo dela...

Em segundo lugar, Dilma está equivocada na premissa – mais uma vez. Independentemente do resultado da votação, ela já é uma “carta fora do baralho”. Como afirmado no início deste comentário, deixou de governar faz tempo e é incapaz até de coordenar sua defesa – tarefa da qual se incumbem seus ministros mais próximos e o ex-presidente Lula, o fugitivo do juiz Sérgio Moro. Lula age numa suíte de luxo de um hotel de luxo em Brasília – o Palácio da Jararaca.

Dilma se ilude também sobre a possibilidade de reverter o impeachment. Está condenada, e por seus próprios crimes e incapacidade política e gerencial e outras cositas más a abreviar o fim do seu melancólico, desastrado e desastroso mandato, conquistado graças a um colossal calote eleitoral. Dilma é um fracasso retumbante!

A cada vez menos president@ denunciou ontem, em mais um comício no salão nobre do Palácio do Planalto, transformado em diretório central do ocaso petista, que o relatório aprovado pela comissão especial da Câmara que analisou a admissibilidade do impeachment, “é a fraude das fraudes”.

Atribuir aos outros o próprio erro ou condição é uma especialidade do PT, que demonstra à profusão corresponder à qualificação dada por Dilma ao relatório. Ela, por sua vez, é a personificação da “fraude das fraudes”: foi apresentada como altamente qualificada para comandar o país e fez com ele o mesmo que à lojinha de R$ 1,99 que teve em Porto Alegre, sua única aventura na iniciativa privada: conduziu ao estado de falência. Lá, a falida foi ela; aqui, somos 200 milhões que ansiamos por um novo chefe de Estado capaz de negociar nossa recuperação judicial.

A condição de “carta fora do baralho” pode ser medida pelo nível dos frequentadores de seus comícios no Planalto: são militantes do PT ou afins, a maioria deles remunerados, que se fazem passar por “organizações sociais”. E que são arregimentados muitos vezes de última hora, como ocorreu no lançamento de uma nova etapa do “Minha Casa, Minha Vida”, quando, dos 300 prefeitos convidados, apenas oito compareceram.

Ninguém mais, a não ser seus capachos fanatizados, procura Dilma ou se dispõe a ouvi-la no Palácio do Planalto!

Enquanto isso, no Palácio do Jaburu, residência oficial do “vice-conspirador” (assim Dilma o definiu) Michel Temer, políticos e empresários fazem romaria, num movimento que lembra o beija-mão dos tempos do Império.

Dilma é a carta fora do baralho. E quem está com todo o baralho nas mãos é Temer.

Acompanhe José Pedriali