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Dilma, a “faxineira” que jamais foi, quer ser a “zeladora” que demonstrou ser incapaz de ser

A presidente@ afastada Dilma abriu o 6º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, em Belo Horizonte, na noite de sexta-feira.

Disse as asneiras de sempre, criticou a composição do governo Temer – “brancos, velhos e de direita” – e disse que, depois de ter se comportado como “faxineira” em seu desgoverno, chegou a hora de ser a “zeladora” do governo interino.

Faxineira ela nunca foi: permitiu, por ação ou omissão, que o maior esquema de corrupção da história se alastrasse em seu governo, tendo, inclusive, financiado suas campanhas eleitorais. Ganhou a fama de “faxineira” ao demitir, no início do primeiro mandato, vários ministros suspeitos de corrupção. E fez isso porque constatou que ganharia pontos junto à opinião pública – o que de fato aconteceu, pois ela chegou a ter mais popularidade do que seu mentor Lula.

Mas bastou seu desgoverno entrar em crise, e pronto: ela reabriu as portas de seu governo para os mesmos ministros suspeitos de corrupção... a ponto de, ao ser deposta, estar cercado de sete investigados pela Lava Jato. E isso sem contar Lula, a quem empossou na chefia da Casa Civil para blindá-lo contra a Operação Lava Jato. A posse dele foi suspensa por determinação do ministro Gilmar Mendes, do STF.

O ministério de Temer não é, de fato, nenhuma Brastemp, mas Dilma não tem qualificação nem moral para julgar a equipe de seu sucessor. E muito menos se apregoar a condição de “zeladora” do governo alheio, tendo demonstrado à exaustão ter sido incapaz de zelar pelo seu próprio governo, detentor do título – merecidíssimo – de o mais corrupto, inepto, desastrado e desastroso da história.

José Pedriali