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Dilma cospe no rosto da Nação

A presidente Dilma não se limitou a manifestar “inconformidade” com a condução coercitiva de Lula para depor aos investigadores da Lava Jato, manifestação que fez, na sexta-feira, em nota oficial seguida de pronunciamento, acompanhada de dez ministros no Palácio do Planalto: ela visitou no sábado o ex-presidente em seu apartamento em São Bernardo.

Estas ações denunciaram sua falta de apreço à lei. E a desaprovação pública ao Ministério Público e Polícia Federal, instituições que, segundo a cartilha do PT, só ganharam "total autonomia" após a posse de Lula na presidência...

Deixemos de lado, embora isso seja relevante, o custo fabuloso aos cofres públicos do deslocamento de Dilma (avião, tripulação, segurança, assessores, carros) para focar o simbolismo de sua presença ao lado de Lula: a chefe da Nação, que tem a obrigação de zelar pela lei e pelos recursos públicos, presta solidariedade a um investigado pela suspeita de ter se beneficiado com milhões por empresas que participaram do maior esquema de corrupção de nossa história.

Esquema instituído no primeiro governo dele, que beneficiou o governo dele, da sucessora, o PT e seus cúmplices e, ao que tudo indica, o próprio Lula.

Ao sair à sacada do apartamento de Lula na companhia dele e da esposa Marisa para saudar os petistas que se aglomeravam na rua e ser captada pelos fotógrafos, Dilma enviou uma mensagem cristalina: ela trocou sua função de chefe de Estado pela defesa pública de um suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, crimes que tiveram como vítima a República Federativa do Brasil.

A presidente rasgou a Constituição, pisoteou a faixa presidencial e cuspiu no rosto da Nação.

Acompanhe José Pedriali