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Dilma desmonta na ONU a tese do "golpe"

A cada vez menos president@ Dilma mudou na última hora sua agenda para participar da sessão de sexta-feira da ONU, destinada a ratificar o Acordo de Paris sobre meio ambiente.

A viagem, embora confirmada, havia sido tirado da pauta da cada vez menos president@ devido ao processo de impeachment a que é submetida no Congresso.

Afinal, como é que justificaria que é vítima de um “golpe” viajando ao exterior e deixando governo nas mãos do beneficiário do “golpe”, o vice-presidente Michel Temer, que o devolverá assim que ela pisar em solo pátrio?

Mais eis que, no calor da ofensiva palaciana para comover a opinião pública internacional sobre o “drama” que Dilma está vivendo, algum(ns) assessor(es) a convenceu(eram) de que a tribuna da ONU seria o local perfeito para denunciar o “golpe”.

Assim, quem sabe!, a comunidade internacional se condoeria e pressionaria os “golpistas” a abortarem seu plano sórdido...

Ocorre que, enquanto Dilma viajava para Nova York quatro ministros “golpistas” do STF, incluindo o ex-petista Dias Toffoli, detentor de uma longa folha corrida de serviços prestados ao partido, se insurgiram contra a tese da cada vez menos president@.

Consequência: o plano foi abortado na última hora. E dos oito minutos do discurso de Dilma – cinco a mais do que o estabelecido pelo secretário-geral, Ban Ki-moon – restaram pouco mais que 30 segundos, e no final, para ela mencionar a situação brasileira.

Foi então que reconheceu “o grave momento que vive o Brasil” – até aí morreu Neves, diriam os antigos. A partir desse trecho, no entanto, ela implodiu a tese falaciosa de que um “golpe” está em andamento, ao reconhecer que a sociedade brasileira “soube vencer o autoritarismo e construir uma PUJANTE DEMOCRACIA” e que, por isso, impedirá “quaisquer retrocessos”.

Assim sendo – data vênia aos exasperados petistas e petralhas que apostavam numa campanha mundial de solidariedade à sua presidente@, cuja permanência no cargo é a garantia da manutenção de seus salários, privilégios e pixulecos –, a própria Dilma exaltou o processo democrático em vigência. Processo que não permite – apesar dos Bolsonaros e Glauber Bragas do Congresso e estrebuchamentos dos petistas e afins – que a Constituição seja violentada.

Moral da história: Dilma reproduziu, na tribuna da ONU, o slogan do PT de que "não vai ter golpe"!

Acompanhe José Pedriali