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Dilma imita Getúlio e se suicida. E entra para a história da desonra

“Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”

Assim Getúlio Vargas encerra sua carta-testamento, encontrada junto a seu corpo, em 24 de agosto de 1954.

Getúlio se suicidou com um tiro no peito. Seu governo estava assediado por denúncias de corrupção – que não o envolviam, apenas a seu entorno – e provocara grave crise econômica.

“Na presente data, perante a excelentíssima senhora presidenta da República DILMA VANA ROUSSEFF, toma posse como ministro de estado chefe da Casa Civil da Presidência da República o senhor LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA (...)”

A data é 16 de março de 2016, e o termo de posse equivale à carta-testamento de Getúlio, a quem a excelentíssima senhora Dilma Vana Rousseff diz cultuar como modelo de homem público.

Para salvar seu desgoverno, assediado por todos os lados por denúncias de corrupção, e comprovadamente inepto administrativamente e responsável por conduzir o Brasil a uma de mais profundas crises política e econômica, Dilma trouxe para o seu entorno e comando de fato do país Lula da Silva, um denunciado por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, acusações que lhe renderam um pedido de prisão preventiva, e investigado por todos os lados – assim como membros de sua família – por se beneficiar do maior esquema de corrupção da história, instituído em seu primeiro mandato.

A posse como ministro lhe confere foro privilegiado e desmente toda a propaganda do PT, desde o primeiro dia de Lula na presidência, de que o partido promoveria, como nunca antes na história, uma cruzada contra a corrupção.

O que se viu foi sua transfiguração na maior organização criminosa da história – a única que chegou ao comando da Nação e teve, portanto, a chave dos cofres públicos, que pilhou sem pudor.

Getúlio se suicidou em defesa da honra.

Ao dar posse ao suspeito de comandar dessa organização criminosa para blindá-lo do rigor do juiz Sérgio Moro, Dilma se suicidou em público.

Encerrou, assim, sua carreira da forma mais indigna que se pode esperar de um chefe de Estado – o que ela foi apenas formalmente, pois jamais esteve à altura da missão.

Dilma Vana Rousseff entrou na história da desonra.

Acompanhe José Pedriali