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Dilma promete se casar com o Diabo se voltar ao poder

O que Dilma Rousseff anda espalhando por aí – nas raras ocasiões em que deixa o palácio da Alvorada para atender a um convite, a cada dia mais exíguo – sobre a causa da crise econômica?

Que o culpado foi o Joaquim Levy, que ela nomeou ministro da Fazenda no início do seu segundo mandato para acalmar a oposição, inconformada com a derrota nas urnas.

E o que fez Levy?

Destruiu tudo, com sua política neoliberal, o que ela - zelosa, caprichosa e competentíssima - havia construído no primeiro mandato...

Por isso, se voltar ao comando do país (tóc-tóc-tóc) ela fará uma “guinada à esquerda”. Ou, na versão apresentada por Lula em recente encontro com a escumalha do MST no Nordeste: ela voltará a “distribuir dinheiro para alimentar a economia” porque “quem quer, tudo pode”. Nada de meta fiscal, controle de gastos: o que faz a roda girar é a injeção de dinheiro público, sem dó nem piedade!

Pois não é que a madame está sinalizando para os senadores que se dizem indecisos que, se voltar à presidência (o destino não permitirá essa crueldade ao Brasil!), ela manterá a equipe econômica chefiada por Henrique Meirelles, que segue a mesma cartilha, e ainda com mais ortodoxia, que o nefasto Levy?

Se o neoliberalismo é o “diabo” na concepção petista, Dilma está disposta a se vender a ele para voltar ao poder. Afinal, mais uma contradição em sua longa lista de contradições não fará a menor diferença. E nova união carnal com o Inominável, a quem recorreu seu pudor para se reeleger, idem.

O desandar da carruagem demonstra, no entanto, que nem o Cão bota fé na volta de Dilma e por isso a abandonou. A eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados, na qual ela não exerceu a menor influência, mas seu partido e mentor sim - ambos derrotados de forma acachapante -, revela sua insignificância cada vez mais eloquente.

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