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Dilma reproduz, no Planalto, o estelionato que a reelegeu

Lembram-se de Dilma Vana Rousseff que, na campanha de 2014, advertia que, se vencessem, seus adversários acabariam com o Bolsa Família, o Pronatec, Prouni, o Minha Casa, Minha Vida, os direitos trabalhistas? Acabariam com tudo o que os pobres haviam “conquistado” no governo petista, o mais justo e probo da história?

Para evitar que isso acontecesse, só havia um caminho: reelegê-la.

Cinquenta e tantos milhões de inocentes e não inocentes úteis acreditaram na cantilena, a reelegeram e... deu no que deu!

Sua vitória caracterizou o maior estelionato eleitoral da história – pois ela fez pior, muito pior, do que dizia que seus adversários fariam (coisa que jamais eles manifestaram, registre-se) - e suas consequências estão sendo desastrosas. O fundo do poço a que nos atirou se revela cada vez mais fundo, e quanto mais ela se debate para se manter no poder, mais esse fundo se aprofunda.

Ameaçada que está, e o dia se aproxima, velozmente, de ter o mandato abreviado pelo Congresso, por crime de responsabilidade, ela insiste na tese mambembe do “golpe”. “Golpe” que antes era o instituto do impeachment em si, argumento que não se sustentou diante da lei e das manifestações dos ministros do STF. Agora, o que caracteriza o “golpe” é a motivação do impeachment: ela nega ter cometido crime de responsabilidade.

Mentira cabeluda! Tão cabeluda que não vou perder tempo em confrontá-la, citando apenas que o crime de responsabilidade, previsto na Constituição e em legislação específica, ficou caracterizado com a reprovação de suas contas de 2015. Reprovação que teve a unanimidade do TCU.

Em solenidade-comício hoje no Palácio do Planalto – transformado em diretório do PT e franqueado a militantes do partido, MST e afins -, a pretexto de lançar mais uma etapa do Minha Casa, Minha Vida, ela veio com essa: "Quem não tem razão para tirar um governo federal que tem seu fundamento baseado na Constituição Federal, quer tirá-lo para golpear direitos garantidos da população. Se fazem isso contra mim, o que farão contra o povo?".

Neste 30 de março de 2016, Dilma revelou que continua usando, e sem pudor, meios, programas e edifícios públicos em seu benefício pessoal. Antes, para conquistar o poder. Hoje para se manter no cargo, do qual se revelou indigna desde o momento em que o assumiu. A estelionatária candidata continua encarnada na president@ quase deposta.

(Na verdade, a chegada de Dilma à presidência foi um grande estelionato, do qual ela foi mera coadjuvante. O mentor e realizador desse estelionato foi Lula, que a apresentou à Nação como uma gestora eficientíssima e que se revelou um desastre de proporções apocalípticas e em contínua evolução.)

Acompanhe José Pedriali