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Dilma se vinga do passado torturando o Brasil. E com prazer

Em editorial corajoso, e estampado na primeira página de domingo, a Folha de S. Paulo apelou para que a presidente@ Dilma renuncie, alegando que ela “perdeu as condições de governar o país.”

O jornal diz ter tomado essa posição “com pesar”, uma vez que “nunca é desejável interromper, ainda que por meios legais, um mandato presidencial obtido em eleição democrática.” Mas diante do descalabro protagonizado pelo desgoverno Dilma, reeleito “à custa de clamoroso estelionato eleitoral”, de “um dos maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia” protagonizado pelo PT, e pela utilização integral da máquina pública para mantê-la no cargo à custa da paralisia do país, a Folha propõe que ela renuncie. E que renuncie “já, para poupar o país do trauma do impeachment e superar tanto o impasse que o mantém atolado como a calamidade sem precedentes do atual governo”. E registra que o impeachment dela é defendido pela maioria da população.

Qual a resposta de Dilma, dada por meio de seu porta-voz Edinho Silva? Daqui não seio, daqui ninguém me tira. Quem defende a saída de Dilma é golpista, pois ela foi eleita pela maioria dos eleitores e essa decisão tem de ser respeitada. Etc. e tal.

Não era mesmo de se esperar que Dilma se curvasse a um jornal, por mais influente que seja, que, na realidade, é o terceiro dos grandes diários a pedir a renúncia dela. O primeiro foi o Estadão, o segundo O Globo.

Dilma se apega à imagem da guerrilheira que resistiu à prisão e à tortura imposta pelo regime militar de direita que vigorou no país de 1964 a 1985, que combateu de armas na mão para substituí-lo por outro, de esquerda, para mostrar que é forte às pressões. Mas, no momento, ela desafia não um punhado de milicos dos porões da ditadura, mas a sociedade civil, que não a suporta mais e é chamada de “fascista” por ela; o empresariado, que a responsabiliza – e com razão – pela ruína econômica que se agrava dia a dia; o Judiciário, por obstruir as investigações da Lava Jato e nomear o ex-presidente Lula para a chefia da Casa Civil e, assim, dar-lhe foro privilegiado e afastá-lo do implacável juiz Sérgio Moro; o Congresso, que corrompe por meio de cargos.

Dilma Rousseff não compreende – pois, tal qual o PT e seu mentor Lula, julga-se perfeita, sábia e inerrante – a dimensão de seus erros e as consequências nefastas para o país.

Quanto mais insiste em ficar onde jamais deveria estar – pois sua incompetência foi demonstrada já nos primeiros e inglórios dias de governo, 13 anos, três meses e quatro dias atrás -, mais ela faz a Nação sangrar.

Dilma se comporta hoje como os milicos da ditadura. Ela impõe a milhões de brasileiros tortura semelhante – ou pior – à que lhe aplicaram. Faz o Brasil prisioneiro de sua arrogância, incompetência e apego ao poder, características que compartilha com Lula e o PT, e sangra seus cidadãos a cada frase fora de contexto, a cada ato, a cada ameaça.

Dilma se vinga hoje de seus algozes de ontem fazendo sofrer os desempregados, os que sentem a corrosão de seu poder aquisitivo, os milhares de empresários falidos ou em vias de, os milhões de jovens com o futuro comprometido. Todos os que, enfim, padecem dos males, e são muitos, que provocou.

Dilma teve um dente arrancado por um torturador. E agora quer implantar no cérebro dos brasileiros a tese ofensiva de que os que defendem seu impeachment são "golpistas"!

Pela decisão de se manter no cargo, custe o que custar, Dilma demonstra que a tortura que aplica à Nação lhe dá enorme prazer. Prazer do qual não pretende abrir mão tão cedo.

Acompanhe José Pedriali