22°
Máx
17°
Min

Dois meses com Temer. E começamos a escalar a parede do poço profundo

Michel Temer completa hoje dois meses no exercício da presidência. E continuamos em crise!

Devagar com o andor: Temer herdou uma profunda crise política, econômica e administrativa, para cuja solução somente poderá se dedicar integralmente a partir do afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Até lá, terá que fazer concessões aqui, ali e acolá para se manter no cargo.

E é o que o país precisa. Temer tem de continuar, embora não seja nenhuma Brastemp – mas é o que temos, e segundo a Constituição é quem precisamos preservar em respeito ao ordenamento jurídico.

Dilma, Lula e o PT são carta fora do baralho, e suas ações visam mais a sabotar o governo Temer do que a voltar ao poder, pois sabem que isso é praticamente impossível. Demonstram, assim, mais uma vez, que o que importa são eles e o país que se lixe. Só mesmo um acidente de grandes e funestas proporções poderá devolvê-los o Palácio do Planalto e a chave do cofre dos recursos públicos – os quais usaram sem dó nem piedade em proveito de seu projeto político, que era única e exclusivamente a perpetuação no poder. E para enriquecer vários de seus líderes.

A crise é de proporções ciclópicas, demandará um esforço da equipe econômica – magistralmente escolhida – e, sobretudo, da população, cujos segmentos menos favorecidos são os penalizados.

Temer, no entanto, estagnou nossa queda e nos devolveu a esperança. A melhoria nas previsões do desempenho do PIB e da inflação é um reflexo disso. E isso influencia a confiança e esta lubrifica as engrenagens econômicas. Começamos a escalar a íngreme, escorregadia e altíssima parede do poço em que nos lançaram Lula e Dilma e seus fanáticos e inescrupulosos seguidores.

Dois meses com Temer, dois meses de elegância, prudência e recato que contrastam com o festival de exposição pública a pretexto de autopromoção e baixarias promovidas por Dilma e seu antecessor. O país, embora não se empolgue com o presidente em exercício, respira aliviado. A atmosfera está menos carregada.

Continuamos no poço, mas a luz lá no alto é cada vez mais intensa.

Acompanhe www.josepedriali.com.br