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E o grampo?

O PT repete com o juiz Sérgio Moro o mesmo procedimento que adotou com o então presidente do STF Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão: achincalhar sua biografia e questionar a legalidade de seus atos – e, de sobra, acusá-lo de violar as garantias individuais e ameaçar o Estado de Direito.

A nova ofensiva do partido, que vai do Planalto ao submundo da Pestapo – a rede de difamação montada pelo partido na internet e órgãos de imprensa -, é acusar Moro de ter violado o sigilo telefônico de Dilma e, assim, violar a “segurança do Estado”.

Balela!

Moro não grampeou o telefone de Dilma; grampeou, isso sim, o telefone de um segurança de Lula (registrado em nome de um laranja), utilizado pelo ex-presidente. Duas ligações de Dilma para esse número foram interceptadas – e podem, segundo jurisprudência do STJ, ser usadas como prova. A última ligação, e fatídica, ocorreu na tarde de quarta-feira, quando ela o avisou que um emissário levaria o termo de posse para ser usado por ele “em caso de necessidade”.

Destruir reputações e agredir o acusador são táticas recorrentes do PT contra seus adversários. Não importa quem seja. E quanto mais proeminente for o acusador e ameaçadora a acusação – e nada mais ameaçador do que um juiz rigoroso e implacável no calcanhar, cada vez mais próximo, de Lula – mais intensa a ofensiva do partido. Moro está recebendo o equivalente ao “bombardeio de saturação”, fartamente empregado na Segunda Guerra Mundial.

Se Barbosa foi achincalhado, hostilizado em público e ameaçado de morte reiteradas vezes por instigar – como se consumou – a prisão de líderes do partido, nada mais natural, e repugnante, do que os pistoleiros do PT reforçarem a artilharia contra o juiz Moro, que está na iminência de levar ao xilindró o líder da maior organização criminosa da história.

O bombardeio sobre Moro não se limita à Pestapo, às arengas da president@ e de seu séquito e ações jurídicas em andamento. As ameaças de morte contra Moro se intensificaram. A Polícia Federal destacou agentes para protegê-lo.

Acompanhe José Pedriali