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Imprensa derruba segundo ministro de Temer. É golpe! É golpe!

O título é jocoso (e nada original), mas expressa o que os petistas e a sua subespécie mais estrepitosa estaria xingando que o ministro derrubado fosse petista ou aliado.

Aliás, um dia depois da eclosão do escândalo, o tal ministro não teria caído: estaria fazendo juras de inocência e sendo aclamado como “herói do povo brasileiro” por petistas e petralhas. E o presidente da República de turno divulgaria nota oficial, ou convocaria a imprensa, para dizer que confia “plenamente” na inocência do dito cujo, ao qual, sem pestanejar, daria um “cheque em branco”.

O governo Temer não é nenhuma Brastemp, mas reage prontamente aos passos em falso de seus ministros. Se desfez primeiro de Romero Jucá, do Planejamento, abatido por uma reportagem da Folha de S. Paulo. Agora, de Fabiano Silveira, da Transparência, alvejado mortalmente por reportagem do Fantástico. Ambos flagrados em conversas nada republicanos em grampo feito pelo ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado.

O governo Temer melhoraria, e muito, se se livrasse de todos os que estão denunciados ou investigados pela Lava Jato, como Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo.

O álibi de Temer, referendado por Dias Toffoli, do STF, é que, até o julgamento, deve-se atribuir presunção de inocência aos suspeitos. OK. Mas seria muito bem-vindo se o governo que sucede o mais corrupto da história se comportasse como a mulher de César, que não basta ser honesta, mas tem de parecer tal e qual.

E nas redes sociais – que maravilha! -, nada de xingamentos, teorias conspiratórias , críticas a "vazamentos seletivos" e o lenga-lenga petralha: “é golpe!” “é golpe!”.

Convenhamos: depois do desgoverno Dilma – e viva o filósofo Tiririca! – “pior que estava, não fica”.

Acompanhe José Pedriali