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Janene, o cadáver que teima em não ser sepultado

José Carlos Genu, ex-assessor do finado deputado federal José Janene, do PP, foi preso hoje preventivamente pela 29ª fase da Operação Lava Jato.

Genu é freguês antigo da Justiça, assim como foi seu ex-patrão até bater as botas, em 2010. Em 2012 foi condenado no julgamento do mensalão por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele havia embolsado, a mando de Janene, R$ 1,1 milhão desviado dos cofres públicos e entregue pelo publicitário Marcos Valério.

Foi condenado, pero no mucho: acabou beneficiado pelo STF ao julgar os embargos infringentes do processo.

Os investigadores da Lava Jato descobriram, no entanto, que Genu recebia propina do esquemão da Perobras até o final de 2013, esquemão que seu antigo patrão contribuiu para criar ao indicar Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Obras da Petrobras. A nomeação de Costa era uma exigência de Janene para que seu partido apoiasse o então presidente Lula.

O cadáver de Janene continua insepulto...

Acompanhe José Pedriali