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Kireeff X Belinati: o duelo será duro

Ambos estão tecnicamente empatados, mas a grande aprovação de Kireeff faz prever que sua campanha terá mais substância que a do adversário

O prefeito Alexandre Kireeff (PP) e o deputado federal Marcelo Belinati (PP) polarizam a disputa pela Prefeitura de Londrina: estão empatados tecnicamente - 28% e 27% das preferências, respectivamente -, são pouco rejeitados – 8,5% e 9,5% - e estão a uma montanha de votos à frente dos demais pretendentes, que orbitam na linha do rebaixamento, de 0,5% a 1 %.

Em eventual segundo turno, Kireeff venceria Belinati por 33% contra 30%. Mas a diferença está dentro da margem de erro, que é de 3%.

Uma barbada para ambos, não fosse o detalhe: faltando pouco menos seis meses para o primeiro turno, 32% dos eleitores não sabem dizer em quem votariam e 10% dizem que votarão em branco ou anularão o voto. O levantamento, divulgado hoje, foi feito pela Multicultural, em parceria com a Folha de Londrina e Rádio Paiquerê.

O único virtual candidato que se destaca é o tucano Luiz Carlos Hauly, que aparece com 5% das intenções em caso de Kireeff não disputar. Nesse caso, a preferência de Belinati atinge 41% dos votos.

A polarização de Kireeff e Belinati reproduz a campanha anterior, com algumas diferenças significativas:

- Kireeff foi o azarão. Iniciou a campanha com menos de 1% dos votos, era praticamente desconhecido do eleitor e não fez coligação. Hoje sua administração é aprovada por 61% da população e mais de 70% dizem confiar nele – uma façanha num país em que a popularidade dos políticos corrói dia após dia!. Essa aprovação é resultado da gestão discreta, porém eficiente, de Kireeff e da lisura dele e de seu secretariado, qualidades que, depois da administração desastrosa e corrupta do antecessor Homero Barbosa (ex-PDT) são uma dádiva dos céus.

- Belinati era o favorito, tinha o apoio do governador Beto Richa, então altamente popular, e de dezenas de partidos, cumpria o mandato de vereador e era – e é – donatário de um sobrenome que grande penetração no eleitorado mais pobre. E de grande rejeição junto ao mais rico. É sobrinho de Antônio Belinati, que governou Londrina três vezes, tendo sido cassado na última. Marcelo é médico e ainda não foi testado em função do Executivo.

Resumindo: os números dão empate a Kireeff e a Belinati, mas a campanha do primeiro – caso ele se decida a disputar a reeleição – terá mais substância que a do segundo. Caberá ao eleitorado decidir, em relação aos dois, se mantém o que está dando certo ou aposta num deputado correto e atuante, porém sem experiência administrativa.

Acompanhe José Pedriali