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Lula ministro da Justiça? Por que não?

O PT pressionou, pressionou, e Dilma aceitou nomear Lula para algum ministério.

E, assim, afastar temporariamente a possibilidade de ser preso por ordem do juiz Sérgio Moro.

Por que não dar a Lula o Ministério da Justiça, que ficará vago em questão de horas porque seu titular, Wellington César, não renunciou à carreira do Ministério Público como ordena a Constituição?

O caso será julgado pelo STF. O relator, Gilmar Mendes, foi claro: a nomeação dele é inconstitucional. E ponto final.

Lula no comando do Ministério da Justiça, encarregado de zelar pelo respeito à Constituição, a lei e a ordem e ao qual está subordinada a Polícia Federal, que compõe a força-tarefa da Lava Jato ao lado do Ministério Público?

Nada mais coerente com esse (des)governo, que, assim, oficializaria no primeiro escalão da República um investigado por chefiar e se beneficiar do maior esquema criminoso de nossa história. Nada mais coerente com a vassalagem que Dilma presta a seu mentor – ela que manifestou “absoluto inconformismo” à condução coercitiva dele para depor, o visitou em seu apartamento e o acolheu ontem à noite no Palácio do Planalto para receber suas instruções de como enfrentar o impeachment, que recobrou a força. Nada mais coerente com o histórico de Lula, em cujo governo foi montada a organização criminosa desbaratada pela Lava Jato. Nada mais coerente com a índole petista, disposta a tudo – saquear o país, afrontar a Constituição e apelar para a violência - para se manter no poder.

Assuma o comando da Justiça, Lula. Ou assuma qualquer outra Pasta, que a mensagem que transmitirá ao país é inequívoca: sua prisão é iminente e certa, pois o que se descobriu até agora sobre sua participação no roubo do patrimônio público é apenas a ponta do iceberg.

Assuma um ministério no governo Dilma, Lula, e prestará um grande serviço aos brasileiro, pois acelerará o fim desse descalabro que atormenta e ameaça o futuro da Nação.

Nesse país de absurdos cotidianos, nada mais é absurdo. O PT fez do surrealismo o mais real dos pesadelos.

Acompanhe José Pedriali