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Luzes, câmeras: os ParlapaTetas vão entrar em ação!

Luzes, câmeras, ação: sentam-se na primeira fila, um ao lado do outro, cada dia com um modelito, mas fiéis ao script, que manda tumultuar, sabotar, interpelar o presidente, agredir os colegas, interromper o tempo todo a sessão, estourar o tempo da fala, pressionar, lançar suspeitas ou acusações explícitas – e sempre sem fundamento – às testemunhas de acusação e bajular as de defesa. Corrigir o tempo todo o presidente, exigir “pela ordem”, por “questão de ordem”, “para contraditar”. E protestam, fungam, esbravejam, gritam, gesticulam com veemência, ficam em pé... retiram-se da sala em conjunto, pisando firme, porte empertigado, cara de maus.

Solucionado o enigma sobre a atuação escalafobética dos Três PaTetas mais Rolando Lero - os ParlapaTetas - na comissão de impeachment do Senado: eles estão protagonizando um filme sobre o “golpe” que depôs a presidente@ Dilma.

Sim, distinto público! Gleisi Hoffmann – a Narizinho -, Vanessa Grazziotin – a Narigão – e Lindbergh Farias – o Bobão -, os reluzentes membros da “Bancada do Holofote”, não fazem as estripulias, as sabotagens, as ameaças, os estapafúrdios, as acrobacias mentais e dialéticas e cometem erros crassos de informação por amor desapegado ao mandato da presidente@ deposta: eles querem é aparecer bem na fita!

A esse trio se junta o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, que, se já fazia jus ao apelido de Rolando Lero por causa das piruetas jurídicas, retórica garbosa e gestos espalhafatosos, agora é a própria reencarnação – e sublimada – do folclórico personagem da Escolinha do Professor Raimundo, interpretado por Rogério Cardoso. O Garboso elencou, na quinta-feira, um punhado de “juristas” engajados com o PT que – é óbvio -inocentam a senhora presidenta de “qualquer crime de responsabilidade”, citando entre eles um tal de “Tomás Turbando Bustamente”.

Repetindo: “Tomás Turbando Bustamente”! (Deve ter sido um excelente discípulos do doutor Antônio Rego Atrás.)

Lindbergh Farias, que trocou os estudos pela militância estudantil – foi presidente da UNE -, não precisava dar tamanha demonstração pública de ignorância ao afirmar que o “neoliberalismo”, apontado por ele como a vertente seguida pelo presidente em exercício Michel Temer, o cruel, foi adotado “pela primeira vez” na “China de Pinochet”. A “China de Pinochet”! O erro não é apenas geográfico, é conceitual – mas deixa esse assunto pra lá. (*)

Uma equipe de João Santana, o publicitário que mais serviu ao PT e desserviu ao Brasil – e é um dos réus da Lava Jato – foi contratada para produzir o documentário do “golpe”. Não se sabe quem a paga, nem quanto a paga nem por que meios (e isso em plena Lava Jato!), mas esta lá, onipresente na comissão de impeachment, com carta branca concedida pelo presidente do Senado Renan Calheiros. E usa os gabinetes e veículos da Narizinho e do Bobão.

Para não deixar enciumados Narizinho e Narigão, registro duas atuações delas. Gleisi comemorou a saída de Henrique Alves do ministério, ao que foi rebatida por Ricardo Ferraço: “Este é um governo em que os ministros pedem para sair em vez de se esconder na barra da saia da presidente”. E Narigão, depois de acusar o promotor público do TCU de postar “centenas de fotos” na internet sobre sua “participação nos protestos pelo impeachment”, teve de ouvir calada: “A senhora diz que há centenas de fotos e não mostra sequer uma. Não mostra porque não existe. E não existe porque eu não participei de protesto algum. Quem afirmou isso foram blogs financiados pelo PT, e muito me admira que uma senadora difunda isso sem ao menos checar a informação”.

Justiça seja feita: os ParlapaTetas têm como coadjuvante Fátima Bezerra, que, embora seus argumentos soem como um mugido, está mais para uma leitoa.

Qual seria o título de um filme tão mal interpretado, conduzido e roteirizado como esse? Não sei (aceito sugestões), mas seu roteiro condiz – e deveria incluir – outras performances de petistas que, como o partido, o governo e seu líder Lula estão em estado agônico: ameaçar promotores e juízes, cuspir nos opositores, urinar e defecar sobre suas fotos e mostrar a bunda em atos públicos.

O comportamento dessa gente remete a um personagem de Garcia Márquez (não lembro o nome dele) que morre por apoplexia disentéria e é sepultado pelas próprias fezes.

“Sepultados pelas fezes”: eis aí um bom título! E um epíteto apropriado para a sepultura do PT.

 (*) Deixo não: seja na China seja no Chile - e nenhum desses países é o pioneiro na adoção do "neoliberalismo" - a economia de mercado provocou profunda e radical ascensão econômica e social do país e de sua população. A China é a segunda maior economia do mundo graças a Deng Xiao Ping,que substituiu o obsoleto controle do esetado sobre a economia, pelo liberalismo. E o Chile, a partir da reestruturação econômica empreendida pelo governo Pinochet - que herdou do socialista Salvador Allende, tão querido pelos petistas, a desestruturação do estado e o caos em quase todos os setores da vida pública e privada -, conquistou a vanguarda dos países latino-americanos. Desde 1986, seu PIB apresenta índices positivos e superiores ao crescimento demográfico.

*Acesse www.josepedriali.com.br