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Mais uma pérola a ser acrescentada ao relicário de baixarias do PT

Que o PT & aliados tumultuassem a sessão dedicada à leitura do relatório sobre o pedido de impeachment de Dilma, é compreensível. Faz parte do jogo, e tumultuar o jogo é uma prática reiterada do PT.

Gritos, xingamentos, interrupções, levantamento de questões de ordem foram as táticas empregadas pelo PT, que duraram a hora inicial da sessão, que está em andamento neste momento (foto). O presidente da comissão especial, Rogério Rosso, deu um chega pra lá nos baderneiros, determinando que as questões de ordem fossem apresentadas por escrito para serem respondidas oportunamente.

Mas que o Palácio do Planalto invadisse o campo, recolhesse a bola e exigisse, em troca de liberá-la, que também jogasse, é novidade. Mais uma pérola a ser acrescentada ao relicário de baixarias praticados pelo PT.

A invasão se deu por meio do advogado-geral substituto da União, Fernando Luiz Albuquerque Lima. Ele exigiu ser ouvido, teve o microfone silenciado, protestou – e a companheirada fez o maior forféu, acusando a Mesa de obstruir o direito de defesa de Dilma.

Como assim? Dois ministros – da Fazenda e da Advocacia-Geral da União – e um advogado tiveram tempo suficiente para replicar às acusações contidas no pedido de impeachment e sintetizadas, em sessão da comissão, por dois de seus signatários – Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior.

A presença do advogado-geral substituto, além de intempestiva, foi uma intromissão do Executivo em assuntos do Legislativo e revela o conceito que o Palácio do Planalto tem do Congresso como seu capacho.

Acompanhe José Pedriali