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Maranhão, o vendilhão, é também um cagão

Adapto e amplio os mal traçados versos que dediquei a Waldir Maranhão na vépera da votação do impeachment de Dilma, quando, após se reunir com o ex-presidente Lula num hotel de Brasília, disse que votaria contra. Até então, ele se dizia favorável ao impedimento da madame. Ao anular a votação de 17 de abril, na condição de presidente interino da Câmara, ele consolidou a suspeita de ter sido subornado para mudar de opinião e, ao anular a anulação, menos de 12 horas depois, revelou outra faceta de sua personalidade: a covardia.

Os três primeiros versos são de 16 de abril e referem-se à sua mudança de opinião. Os demais, sobre as trapalhadas cometidas ontem.

Maranhão, Maranhão

Não terá sido por mero tostão

Que mudaste de opinião.

Estou certo ou estou não?

Maranhão, Maranhão

Anote aí, mesmo à mão:

Zombaste da nação

Eis um crime sem perdão

Maranhão, Maranhão

Perdoe-me, meu irmão

Mas você é um vendilhão

À honra preferiste a traição

Ao impeachment disseste não

E avançaste na empulhação:

Ao anular a votação

Negaste o desejo da nação

Uma piada, uma gozação

Uma afronta à Constituição!

Um gesto de submissão

Ao governo e à corrupção

Mas, oxente!, faltou-lhe culhão

Para resistir à pressão...

... e anulaste a anulação.

Você é mesmo um cagão!

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