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Ministros do PMDB afrontam o partido... e serão demitidos por Dilma. Bem feito!

Seis dos sete ministros indicados pelo PMDB batem o pé e esbravejam: “Daqui não saímos, daqui ninguém nos tira”.

Eles estão inconformados com a decisão do partido de romper com Dilma Rousseff. Kátia Abreu, convertida de ferrenha opositora a ardorosa defensora de Dilma – ganhou o Ministério da Agricultura como prêmio – é a mais indignada com a posição do partido. Mesmo assim, ela diz que se manterá no PMDB. O vestido que usou na posse de Dilma, cópia perfeita do invólucro da pamonha, revelou-se premonitório de sua conduta e caráter.

Os seis dispõem-se a tudo para se manter no cargo. Esse tudo inclui eventual expulsão do partido. O que demonstra quão doce e recompensador é o cargo de ministro da República, mesmo que essa República tenha sido saqueada e abalada em suas bases – como foi – por Lula e Dilma.

O único peemedebista a pedir o boné foi Henrique Alves, do inexpressivo Turismo, aliado de primeira hora do vice-presidente Michel Temer.

Pobres ministros! Desafiam o partido para preservar as benesses do cargo, o que traduzem como manifestação de solidariedade à presidente assediada pelo Congresso, Judiciário e opinião pública. E, apesar de se aviltarem perante o partido e opinião público – que deseja em peso a saída de Dilma - estão na iminência de levar um chute no traseiro. Chute que está sendo ensaiado por Dilma, porque de nada adianta a presença deles no desgoverno dela se essa presença não se transmutar em votos contra o impeachment.

Eles deverão seguir, em breve, o mesmo destino melancólico que George Hilton, que saiu do PRB porque o partido ameaçava romper com Dilma, foi para o Pros na esperança de se manter no cargo e... cartão vermelho nele!

A situação dos ainda ministros do PMDB e de Hilton comprova a veracidade do provérbio bíblico: os tíbios são os primeiros a ser vomitados...

Acompanhe José Pedriali