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Morre Sombra. Mas a sombra de Celso Daniel continua a pairar sobre o PT

Morreu ontem, vítima de câncer, Sérgio Gomes da Silva, o Sombra (foto), acusado de ter ordenado a morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, que se preparava para coordenar a quarta campanha de Lula à presidência – e na qual ele venceu, para infelicidade geral da nação. A morte aconteceu em 2002.

Todo mundo conhece a história, o que me dispensa de repeti-la.

Lembro apenas que uma penca de assassinos confessos ou não foi condenada, outra penca – de testemunhas – morreu misteriosamente e Sombra - cujo julgamento, que o condenou, foi anulado pelo STF - morreu jurando inocência.

O PT fez o que pôde para embaralhar as investigações – já que Daniel foi apontado como cúmplice de um esquema de propina para abastecer os cofres do partido, então chefiado por José Dirceu –, mas o caso continua a ter desdobramentos. O mais recente deles foi a condenação de José Carlos Bumlai, amigão de Lula, intermediário de um empréstimo fraudulento para que o PT pudesse calar a boca de um empresário que ameaçava dar com a língua nos dentes sobre o episódio.

Sombra se foi. Mas a sombra da morte de Celso Daniel continua a pairar sobre o PT e seus líderes.

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