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Não bastou ser esmagado: o PT viu o PSDB disparar na preferência do eleitor

As urnas aplicaram ontem o PT o castigo que – por corrupção e desmando administrativo – mais que merecia.

De norte a sul, leste a oeste, o partido teve o pior desempenho da história. Havia elegido - com a votação apurada em 4.948 cidades - 204 prefeito, ou 4% do total.

Quatro anos atrás, sua participação foi de 11,5%. Era, então, o terceiro partido com maior número de prefeitos. Caiu para a décima colocação. Abaixo até do DEM, que Lula prometeu “exterminar”.

Não bastasse essa humilhação, outra – tão dolorosa quanto – foi o crescimento de seu arquirrival PSDB, que, embora mantendo-se na segunda colocação, fez 685 prefeitos na eleição passada e agora deve eleger em torno de 800 – um aumento porcentual de 12,5% para 15%.

 Os tucanos arrebataram dos petistas seu principal reduto, São Paulo: João Dória venceu no primeiro turno, fortalecendo Geraldo Alckmin, responsável por sua candidatura, na disputa pela presidência da República.

A liderança continua com o PMDB, que de aliado estratégico passou a ser o partido mais odiado pelos petistas em decorrência do processo de impeachment de Dilma: 951 prefeituras conquistadas, equivalente a um quinto de todo o país.

Com seu líder Lula - e único com potencial, embora desgastado, para disputar a presidência – em vias de ser preso, o PT deu ontem um grande e decisivo para a extinção, vitimado - tadinho, tão perseguido... - pelo mais doloroso dos "golpes": as urnas!

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