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Nove de maio, a data que o PT consagrou como o Dia da PaTetice

Nove de maio de 2016 tem todos os atributos para ser reconhecido como o Dia da PaTetice – aquele em que o PT promoveu o maior vexame da história política brasileira. Uma sequência de erros, bazófias e gafes sem paralelo.

É difícil escolher o mais grotesco deles, com exceção, é claro, do ato que os desencadeou, que foi a anulação da sessão de 17 de abril da Câmara em que, por 367 votos contra 137, foi admitido o julgamento de Dilma Rousseff por crime de responsabilidade.

A decisão do presidente interino da Câmara foi articulada pelo governador do Maranhão, Flavio Dino, aliado fiel de Dilma, e pelo advogado-geral do Dilmão, José Eduardo Cardozo.

Aos fatos:

- Dilma se diz “surpresa” com a decisão, da qual havia sido comunicada na véspera. Sua manifestação, tão falsa como a fama de "gerentona" que a levou à presidência, ocorreu em mais um ato político espúrio nas dependências do Palácio do Planalto.

- Os participantes do ato entoam “uh, Maranhão” e declaram que, a partir daquele momento, o Palácio do Planalto está ocupado. E penduram suas faixas e cartazes nas amplas janelas do edifício. Ocupar o Palácio do Planalto, e com o consentimento da presidente da República? Só mesmo o PT...

- Um grupo de senadores, liderados por Gleisi Hoffmann (ela, sempre ela) e o ex-cara-pintada, hoje mãos sujas, Lindbergh Farias, desfila na Praça dos Três Poderes para festejar a “vitória da democracia”. Decisão monocrática de Maranhão anulou a de 367 deputados e os petistas, que classificam de “golpe” o processo de impeachment de Dilma que segue rigorosamente a lei e o rito, chamam isso de “vitória da democracia”?!

- José Eduardo Cardozo, advogado-geral do Dilmão, admite que “orientou” Maranhão a anular a sessão e afirma: se estivesse no lugar do outro, "faria a mesma coisa"...

- Lula manda um recado por meio de terceiros: “Ganhamos tempo para nos reorganizar”.

- Maranhão se sente ofendido por Renan Calheiros, que mantém o processo no Senado e o acusa de "brincar com a democracia", e convoca a imprensa para dar o troco. Aparece cercado pelos governistas, todos com a mesma expressão de “abestados”. Maranhão apenas lê o que escreveram para ele, proclama que “democracia é coisa séria” e encerra a “entrevista”, na qual não permitiu a manifestação dos repórteres.

 - Petistas e aliados - e lá estavam de novo Gleisi e Farias - tentam impedir, aos gritos, o início da sessão em que Renan anunciaria o prosseguimento do processo. "Democracia não é grito", Renan puxou-lhes a orelha.

- No início da madrugada, ameaçado de expulsão pelo PP e de cassação por quebra de decoro, Maranhão revoga sua decisão.

O ato estapafúrdio foi anulado, mas a PaTetice ficou para a história. E seus protagonistas são os petistas e aliados, que, na iminência de serem enxotados do poder, sublimam a desonra que tem pautado sua conduta política.

Acompanhe José Pedriali