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O cruel e eficaz conspirador Beto Richa

Nunca imaginei que os gestos polidos, a voz suave, as palavras calculadas de Beto Richa ocultassem o conspirador astuto e cruel que é – o mais astuto e o mais cruel de nossa história republicana.

Nunca imaginei que seu gosto pela velocidade permitisse agir com tanta cautela e precisão: passo a passo, a ritmo de cágado, e sempre em frente, sempre em frente, acertando sempre.

Pois nunca antes na história deste país um líder político, momentaneamente no comando de um governo estadual, conspirou com tanta eficácia contra um presidente e um ex-presidente da República e o partido de ambos, a ponto de ameaçar a continuidade do mandato do primeiro, a liberdade do segundo e a existência do terceiro.

Sim, senhoras e senhoras, o cordato Beto Richa camufla esse conspirador inclemente, de cujo cérebro astuto eclodiu a Operação Lava Jato. O juiz federal Sergio Moro, o Ministério Público e a Polícia Federal - que ousadia! - são seus cúmplices nessa conspiração diabólica, da qual participam o advogado Antônio Figueiredo Bastos, o doleiro Alberto Youssef e o professor e ex-vice-governador do Paraná Flávio Arns.

Flávio Arns? Sim, senhores e senhoras: sua cara de padre, voz de padre, gestos de padre, roupas de padre aggionato disfarçam outro traiçoeiro e letal conspirador das trevas.

Foi a união dessas almas penadas paranaenses com os órgãos de investigação federais (de novo: que ousadia!) que levou a Lava Jato ao ponto (sem retorno) a que chegou. Ponto que aponta para a maior ameaça ao Estado de Direito de que se tem notícia, pois nunca antes na história deste país uma operação policial violou, de forma tão ostensiva, os direitos fundamentais de um ex-presidente, de uma presidente@ e do partido de ambos, unidos pela defesa dos pobres, da justiça social e do bem comum. E da ética. Nunca antes na história deste país houve “viva alma mais honesta” que a deles, por isso são tão odiadas. Por isso têm de ser apeadas do poder!

A trama acima foi exposta no “relatório de inteligência” entregue pelo policial federal Fábio Werneck ao chefe da Casa Civil Jaques Wagner, no final do ano passado.

Werneck é filiado ao PDT, preside o Sindicato dos Policiais Federais do DF e é vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais.

A existência do documento foi revelada por “Veja”, que o reproduz – a revista certamente faz parte da conspiração -, é negada por Wagner e será investigada pela PF.

Não importa a que conclusão chegue a PF: a trama infernal é tida como verdadeira pelos petralhas, que já a difundiam quando a Lava Jato começou a se aproximar de Lula. O policial federal apenas a formatou e a levou, talvez inspirado por uma 51, ao ministro.

Beto Richa, Beto Richa... desculpe-me por ter menosprezado sua capacidade de conspiração. Conspiração que serve de antídito à do PeTrolão, que teve em sua gênese, comando e dela se beneficiaram os paranaenses José Janene, André Vargas, Paulo Bernardo, Gleisi Hoffmann, Nelson Meurer e Alberto Youssef. Youssef? O agente duplo mais eficiente como nunca antes na história!.

Emocionado, despeço-me com o tradicional cumprimento dos petralhas: kkkkkkkkkkkkkkkkk!

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