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O enigma que atormenta Kireeff

Oito meses nos separam da eleição para prefeito, e Londrina, segundo maior colégio eleitoral do Paraná, encontra-se diante de um enigma: Alexandre Kireeff tentará a reeleição?

Os partidos aguardam um sinal do prefeito para dar início às inevitáveis composições ou – quem pode, pode – apresentar seus pré-candidatos, mas ele emite sinais contraditórios.

Confunde até seus companheiros do PSD. No final de semana, em visita a Londrina, o chefe da Casa Civil e presidente estadual do partido, Eduardo Sciarra, tornou pública a garantia de Kireeff de que permanecerá em suas fileiras. Foi desmentido no dia seguinte.

Kireeff foi sondado por vários partidos e convidado publicamente para aderir ao PV pelo senador Alvaro Dias.

O que, afinal, ele pretende: ser ou não ser candidato?

Eis a questão.

O dilema kireeffeano tem razões concretas e simbólicas.

Kireeff faz uma administração eficiente e honesta, aprovada pela maioria dos londrinenses, que veem nele a personificação de Wilson Moreira, o último dos prefeitos – e foram muitos - realizadores e éticos. Moreira governou de 1983 a 1988.

Ele deverá chegar às vésperas da eleição com o Super Bus e o Arco Leste em execução. Obras, de mais de R$ 100 milhões, para ninguém botar defeito. A cereja do bolo de sua administração e com potencial de turbinar sua eventual candidatura.

Se optar por colocar a viola no saco no final do mandato, Kireeff sairá triunfalmente, mas carregará para sempre a mácula de ter se acovardado. Se decidir tentar a reeleição – e será o favorito na disputa - terá diante de si um horizonte sombrio proporcionado pelo agravamento das crises econômica e política do país, que poderão comprometer seu desempenho em eventual novo mandato.

Kireeff apresenta-se como um enigma, que o coloca no centro das atenções políticas.

O enigma é tão complexo que nem ele é capaz de elucidá-lo. E o enigma, assim como o contido na esfinge mítica, poderá devorá-lo.

Acompanhe Jose Pedriali