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O primeiro ato de grandeza de Temer: demitir ministro que não havia sido nomeado

O vice-presidente Michel Temer desautorizou qualquer especulação sobre a nomeação de seu advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira para o Ministério da Justiça.

Criminalista experiente e amigo de Temer, Mariz havia dado entrevista ontem à tarde a vários jornais dizendo que não tinha sido consultado sobre a nomeação, mas que, caso convidado, assumiria a pasta da Justiça. À noite, ao saber das declarações de Mariz, Temer informou a seus assessor que o nome dele estava vetado para compor seu gabinete.

Os investigadores da Lava Jato respiram aliviados. Eles haviam se manifestado preocupados com a possível nomeação de Mariz, já que o criminalista é um dos signatários do manifesto lançado em janeiro contra a Lava Jato. Na entrevista, Mariz, que é defensor de um dos réus da Lava Jato, afirmou que não interviria nas ações da Lava Jato, mas criticou as delações em série que os investigadores têm obtido.

Temer considerou "muito ruins" e "erráticas" as afirmações do amigo e o demitiu antes de tê-lo nomeado. Agiu, portanto, da única maneira que poderia agir, uma vez que a postura do ex-futuro ministro reforçou a acusação, feita por petistas e afins, de que - não riam, pois é verdade - o "golpe" contra Dilma tem, entre outras, a finalidade de sufocar a Lava Jato...

Acompanhe José Pedrili (josepedriali.com.br)