26°
Máx
19°
Min

O PT conseguiu: o Brasil enlouqueceu. Ou fui eu?

Escrevi, em 23 de fevereiro e 26 de agosto, que, de tanto deturpar a realidade para se manter no poder, o PT havia enlouquecido e estava enlouquecendo o país.

Seis meses após a destituição de Dilma Rousseff, o chefe de Estado mais inábil de nossa história, o PT, acometido da loucura incurável dos prepotentes, continua manipulando a realidade – e sei lá quantos milhares ou milhões estão se deixando contaminar. O país enlouqueceu. Ou teria sido eu?

Citarei alguns dos sintomas mais expressivos dessa loucura coletiva:

Invasões

Invasões de escolas de ensino médio e universidades tornaram-se a parte mais ostensiva da campanha petista e de seus cúmplices para sabotar o governo Temer e, assim, impedir a reconstrução do país, arrasado pelo PT. E o que vimos e vemos da parte dos diretores de escolas e reitores? Na maioria dos casos, cumplicidade.

“Intervencionistas”

Um grupo de celerados invadiu a Câmara dos Deputados, interrompeu a sessão durante horas, hostilizou suas excelências para exigir “intervenção militar-já”. Meus Deus, como isso é possível depois de tudo o que passamos na longa noite ditatorial que se estendeu de 1964 a 1985? Isso só é possível porque a democracia, duramente reconquistada, foi incapaz de solucionar os graves problemas nacionais. Antes, e em alguns casos, agravou-os. Pode haver atenuante para o movimento “intervencionista”, mas não há o que o justifique.

Novilíngua

Invasões de escolas foram tratadas pela imprensa como “ocupações” e a invasão do Congresso como o que realmente foi - invasão. A imprensa revela, assim, que adotou a mesma novilíngua de quem a acusa de “golpista”, pois, para os petistas, se escolas são públicas, então o público pode fazer delas o que bem entender. Ressalve-se que o PT considera que os bens públicos são de propriedade dele e devem ser usados para a obtenção de seus objetivos. Se as “ocupações” são coisa de uma minoria alinhada ao partido, dane-se a maioria, pois a verdade está com aqueles que rezam pela cartilha petista.

Estopim

O desentendimento entre o ministro de Governo e o da Cultura por causa do embargo de uma obra abala o governo porque o da Cultura, demissionário, primeiro afirma que deixou o cargo por causa da “corrupção” no governo, depois porque foi “enquadrado” pelo presidente da República, depois porque houve uma “chicana” e, por fim, porque não admite “esculhambação”. E o que consegue provar? Que houve apelos do presidente e do chefe da Casa Civil para que encaminhasse o problema para a AGU, apto a resolver a pendência envolvendo o ministro de Governo pois havia decisões conflitantes entre dois órgãos da administração federal. O demissionário afirma ter gravado diálogos comprometedores com o presidente, e o que revela é uma conversa protocolar, inócua e na qual o presidente tenta gentilmente mantê-lo no cargo. E toda essa tempestade em copo d´água se transforma no estopim de um movimento pelo impeachment de Temer, liderado pelo PT e que vai ganhando as ruas com os sindicatos e movimentos sociais que se calaram vergonhosamente diante de todas as falcatruas –e foram uma infinidade! – dos governos Lula e Dilma.

O pretexto

A indignação contra o presidente, sobre o qual não há uma acusação e o episódio envolvendo a demissão do ministro da Cultura revela apenas seu interesse em solucionar o conflito entre os dois ministros, ganha dimensões catastrófica na imprensa. Jornalistas veteranos, que ontem clamavam pela deposição de Dilma, encontram enfim o pretexto para se reaproximarem dos antigos companheiros petistas ou demonstrarem “imparcialidade” e aderem ao coro do “fora, Temer”.

Bicudo mete o bico

A confusão se generaliza. Um dos signatários do pedido que resultou no impeachment de Dilma, Hélio Bicudo – dissidente do PT, de cuja fundação participou – também se junta ao “fora, Temer”. Mas não ousou assinar o pedido de impeachment protocolado pelo PSOL porque não encontrou razões para tanto...

Até tu, Barbosa?

O ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, de atuação decisiva no julgamento do mensalão, o que lhe valeu uma campanha de difamação sem limites empreendida pelo PT e que culminou com agressões públicas e ameaças de morte, afirma, em entrevista à Folha de S.Paulo, que o impeachment de Dilma nivelou o Brasil às “repúblicas de bananas”. Por quê? Porque, segundo ele, havia uma decisão política para depô-la e seu julgamento foi meramente formal, pois estava condenada a priori. Como é possível um magistrado desse nível fazer comentário tão vil? Os crimes de responsabilidade atribuídos a Dilma foram referendados, um a um, pelo Tribunal de Contas da União em decisão unânime e relativas à prestação de contas de dois anos consecutivos? Joaquim Barbosa, o algoz dos mensaleiros e até o surgimento do juiz federal Sergio Moro considerado o maior inimigo dos petralhas, endossa a tese alucinada de seus algozes de que a posição de Dilma foi um “golpe”.

Vendetta!

As Dez Medidas Contra a Corrupção apresentadas pelo Ministério Público e endossadas por 2,4 milhões de pessoas são desfiguradas pela Câmara dos Deputados, processo liderado pelo PT e seus cúmplices de sempre. E a maioria dos deputados se deixou levar movida pelo sentimento de vendetta ao Ministério Público e à Justiça por causa dos processos a que respondem ou temem que vão responder por envolvimento em corrupção. E, assim, introduzem na lei um conjunto de medidas que, a pretexto de coibir "abuso de autoridade", visa a intimidar seus algozes.

Novo surto

A ex-presidente Dilma (tóc-tóc-tóc) verbaliza a mais recente teoria da conspiração que os petralhas, em novo surto paranoico, estão difundido nas redes sociais. Diz ela que a eventual destituição de Temer a partir de janeiro de 2017 (há um pedido de impeachment e sua eleição, assim como a de Dilma, está sub judicie no TSE) será o “golpe dentro do golpe”, pois seu sucessor será escolhido por via indireta. Em primeiro lugar, que “golpe dentro do golpe” é esse se – assim como sua deposição – a escolha do sucessor de um presidente afastado dois anos após o início do seu mandato é previsto na Constituição para ser feita de maneira indireta, pelo Congresso? Em segundo lugar, o tal “golpe dentro do golpe” é o cenário que os petistas criaram para justificar a tese de que o afastamento de Dilma foi um “golpe” para permitir que os “derrotados pelas urnas” chegassem ao poder. Ora, a última coisa que Aécio Neves ou o PSDB deve desejar nesse momento é assumir um país da forma em que se encontra e ainda por cima de maneira indireta, dando, assim, razão a seus adversários. Além do mais – e aí o cinismo petralha fique evidente -, quem lidera a campanha para inviabilizar o governo Temer é o PT...

E o Lula...

E Lula, réu em três ações penais e movendo mundo e fundos - e parecem que os fundos são infindáveis - para desacreditar a Justiça brasileira, diz, em videoconferência ao juiz Sergio Moro no processo que envolve Eduardo Cunha, que o “principal interessado na verdade sou eu”. E, em discurso a seus seguidores de sempre, atribui a Temer a responsabilidade pela crise econômica...

Preciso consultar um psiquiatra. Talvez o louco seja mesmo eu!

Acompanhe www.josepedriali.com.br