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O PT quer contaminar o país com sua loucura

Dilma Rousseff precisa, desesperadamente, do apoio dos senadores para impedir o afastamento definitivo da presidência.

E o que faz sua tropa em estado de choque no Senado?

Hostiliza os colegas senadores, chamando-os de golpistas e – no mais tresloucado e agressivo ato de sua lúgubre carreira política, pautada pelo servilismo incondicional à organização criminosa que se encastelou na presidência da República – Gleisi Hoffmann insulta a todos (e até a si própria!) afirmando que “ninguém no Senado tem moral para julgar a presidenta Dilma”.

Sua agressão gera tumulto, Ronaldo Caiado devolve a agressão, afirmando que ali ninguém, exceto ela, “é ladrão de aposentado”. Referia-se ao processo movido contra o companheiro de Gleisi, Paulo Bernardo, acusado de embolsar, por meio de tarifas superfaturadas de administração de crédito vinculado a servidores e em conluiou com o PT e outros petistas, R$ 100 milhões quando ministro do Planejamento. Parte desse dinheiro teria pagado despesas pessoais da senadora.

E, então, Farias – o “atleta do Rio de Janeiro” como o definiu Magno Malta e endossou o presidente do STF Ricardo Lewandowski – parte para cima de Caiado, dedo em riste, olhar esbugalhado, esbravejando: “Canalha! Canalha!”. Caiado sugere que o agressor se submeta a um teste antidoping, e o agressor avisa que o denunciará ao Conselho de Ética.

E tomem “pela ordem” e “questões de ordem”, interrupções, xingamentos, Vanessa Grazziotin dando ordens a Lewandowski, e o cúmulo do cúmulo, também protagonizado por Gleisi, de afirmar que o julgamento “é uma farsa”, “um golpe parlamentar”, um “atentado ao estado de direito”. E isso na frente do presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros, e do STFi, que preside os trabalhos. Ela ataca as duas instituições, indispensáveis para garantir a legalidade e constitucionalidade do processo, observadas estritamente até o momento. Instituições nas mãos das quais está o futuro de Dilma e do PT.

E se transforma de testemunha a “informante” o procurador do MP junto ao TCU Júlio Marcelo, que apresentou a denúncia que baseou a desaprovação, por unanimidade, das contas de Dilma relativas a 2014. E por que? Porque ele não tem “imparcialidade”, acusa Vanessa e endossa Gleisi, já que em sua página nas redes sociais defendeu a desaprovação das contas de Dilma... E daí? Daí que ficaria desobrigado a falar a verdade, mas ele ressalva que não seria essa exigência que pautaria seu testemunho e sim sua lealdade ao código de ética do MP, que obriga seus membros a serem autênticos.

Que paulada! E paulada e mais paulada, e sempre numa modulação de voz espantosamente calma para quem é agredido sem dó nem piedade por seus interlocutores petistas e afins, e eis que o procurador desmonta meticulosa e impiedosamente a tese de que Dilma não cometeu “pedalada fiscal”.

O advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, em sua mais sublime encarnação de Rolando Lero, personagem da Escolinha do Professor Raimundo, descarada-mente, promove piruetas verbais e vagueia por labirintos e filigranas jurídicos para ter, um por um, seus argumentos rebatidos pelo procurador – sempre elegante, calmo, preciso, fulminante.

Mas a defesa encontra, enfim – e já se aproxima a 15ª e derradeira hora da sessão, que demandou cinco para começar a ouvir a primeira testemunha – mais um subterfúgio para tentar, pela enésima vez, suspender o processo: o procurador Júlio Marcelo submeteu a Antonio Carlos Costa D´Ávila o parecer que motivou o TCU a reprovar as contas de Dilma.

Escândalo! Golpe! Atentado à independência dos poderes! Intromissão indevida e criminosa em processo alheio! Esses foram (mais ou menos) as expressões de Rolando Lero, digo Cardozo, que se disse “estarrecido”.

Bazófia: não há no ordenamento do TCU qualquer restrição a esse procedimento, meramente consultivo, aliás.

Então, para coroar a noite das infâmias e das loucuras, Caiado, o “canalha”, revela que uma das testemunhas da defesa que deverá depor hoje, Ester Dweck, acaba de ser contratada como assessora do Senado (salário de R$ 22 mil) por... Gleisi Hoffmann!

Que “imparcialidade” se espera de uma testemunha desse calibre, contratada por quem se juntou ao pelotão de fuzilamento do “parcial” procurador do MP?

“Isso parece um hospício”, comentou Renan Calheiros. Definição precisa e que exige um complemento: o PT enlouqueceu e quer enlouquecer o Brasil!

Hoje teremos a segunda dose da poção do enlouquecimento coletivo.

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