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Obrigado, mestre Lula, por mais esta lição de como ser petralha

Ofender o adversário e dizer-se agredido, vítima de preconceito e do ódio se o outro reagir: eis uma regra de ouro dos petralhas. E o ex-presidente Lula – três vezes réu e também indiciado pela PF, e isso é apenas a ponta do iceberg – está nos dando uma lição de ouro.

No domingo, ao votar, disse ele que “se os paulistanos forem inteligentes como pensam que são, não votarão em Dória, que é um aventureiro como o Collor”.

As palavras foram mais ou menos essas, o sentido é exato. Lula se referia, naturalmente, ao Collor cujo impeachment, motivado por suspeita de corrupção, foi liderado pelo PT e que se tornou um dos sócios preferenciais do butim que o partido, uma vez no poder, promoveu no patrimônio público.

Lula, portanto, sugeriu que Dória fosse se comportar de forma criminosa como a atribuída a Collor – que, no fim das contas, foi absolvido pelo STF. Uma injúria, portanto (no mínimo).

Qual foi a reação de Dória, já eleito, ao ser interpelado por um apresentador de tevê? “Estamos num momento de confraternização, por isso não vou responder a Lula, mas prometo visita-lo em Curitiba”.

O que sugeriu Dória? Que Lula será trancafiado na capital paranaense pelos crimes a que responde – e as evidências e testemunhos são avassaladores. Dória cometeu injúria? A Lava Jato está aí para atestar que ele apenas anteviu o óbvio uLULAnte!

Dória fez, sim, uma antecipação de juízo, que poderia, forçando-se a barra, ser interpretada como injúria. Caberá à Justiça decidir, caso seja provocada. E será, avisam os advogados de Lula (Confira)

Mas o episódio deixa claro: a agressão partiu de Lula, que recebeu uma resposta digna da baixeza de seu comentário. E é ele quem se diz ofendido, tadinho.

Obrigado, mestre, por mais esta lição.

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