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Operação Lava Jato completa dois anos

Dois anos de Lava Jato, que desnudou o maior esquema de corrupção da história, demoliu um mito e sepultou um governo

Completa hoje dois anos do início da Operação Lava Jato, deflagrada com a denúncia de lavagem de dinheiro atribuída ao ex-deputado José Janene (PP), falecido em 2010.

A denúncia foi feita por seu sócio Hermes Magnus.

No dia 17 de março de 2014, vários doleiros, entre eles Alberto Youssef, eram presos. E foi então que a investigação deu um salto inesperado: descobriu-se que um veículo em nome de Youssef era usado pelo diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Destampava-se o PeTrolão, o maior esquema de corrupção da história, instituído pelo PT em conluio com o PMDB e PP - e com a participação imprescindível das maiores empreiteiras do país - para abastecer os cofres desse partido, enriquecer seus líderes e os diretores e gerentes da Petrobras.

Dois anos depois, a investigação atingiu a cúpula das empreiteiras, políticos - entre eles José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, os presidentes do Senado Renan Calheiros e da Câmara Eduardo Cunha. E chegou-se ao líder do esquema, o ex-presidente Lula, que, para não ser preso por determinação do juiz Sérgio Moro, que preside a Lava Jato, foi nomeado - num episódio que disputa a primazia dos mais sórdidos da vida política - chefe da Casa Civil do desgoverno Dilma.

A manobra para dar a Lula foro privilegiado foi desnudada pelas gravações de seus telefonemas, incluindo um - o mais explícito deles - com Dilma.

Dilma abdicou das funções de presidente para proteger Lula e dar sobreviva ao seu desgoverno e ao projeto de poder do PT. As revelações da Lava Jato destroem esse projeto, demolem o mito criado pela "viva alma mais honesta deste país" e levarão, mais cedo do que eles poderiam esperam os dois e o PT para o fundo do mar de lama que criaram.

Acompanhe José Pedriali