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Operação Publicano: até o advogado do principal delator está sob suspeita

Não é apenas o ex-auditor Luiz Antonio de Souza, pedófilo e corrupto confesso e principal delator da Operação Publicano que está sob suspeição: seu advogado, Eduardo Duarte Ferreira, idem.

A Publicano investiga corrupção na Receita Estadual do Paraná, operação que descobriu também uma rede de exploração sexual de menores. Souza está envolvido nas duas – e como!

Ferreira depôs ontem, na condição de investigado, ao delegado do Gaeco Alan Flore. A informação é da Folha de Londrina que, no entanto, não deixa claro o(s) motivo(s) que levou(aram) Ferreira a ser investigado. Confira

Mas o que está claro é a impossibilidade, até o momento, de ele sustentar as teses que apresentou para abreviar a pena de seu cliente: a de que havia uma “organização criminosa” instalada na Receita e que essa “organização” teria abastecido a campanha de reeleição do governador Beto Richa.

O que descobriu – e isso é gravíssimo – é que auditores exigiam propina de empresários para abater suas dívidas com o Fisco. Comportamento que, segundo o Gaeco, tornou-se rotineiro de 30 anos para cá (desconsiderando-se, é claro, que entre os coletores de impostos romanos também havia corruptos...)

A quinta fase da operação investiga a propina paga por abatedouros de porcos do Norte Pioneiro a auditores da Receita. Souza é suspeito de ter extorquido os donos de frigoríficos para não incluí-los em sua delação, e isso depois de ter fechado acordo com a Justiça.

Se essa suspeita for comprovada, ele perderá os benefícios da delação – e aí, ó, só sairá da prisão para ir para o cemitério...

E se for comprovada a participação de seu advogado nessa fraude, bem... o caldo vai entornar de vez!

Acompanhe José Pedriali