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Os três embusteiros

O ex-presidente Lula foi denunciado pela Lava Jato como o “maestro da orquestra criminosa que saqueou o país”, tendo como ponto de partida – o de chegada prevê várias etapas – os crimes de corrupção, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro materializados no tríplex do Guarujá. Com ele foram denunciados sua esposa Marisa Letícia, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e diretores da OAS.

Esta é apenas a ponta do iceberg. A força-tarefa da Lava Jato advertiu que continuará investigando ações mais que suspeitas do ex-presidente, que incluem sua empresa de “palestras” e o instituto que leva seu nome, utilizados, ao que tudo indica, para lavagem de dinheiro oriundo de propina. E esta é apenas uma das frentes em que suas ações como presidente e ex-presidente da República são esmiuçadas pelo Ministério Público, Receita Federal e Polícia Federal. Outras – e para me ater às principais – são tráfico de influência utilizando-se do BNDES e recebimento de propina para editar medidas provisórias. E por tentativa de obstrução da Justiça, pela qual responde no STF em companhia da presidente cassada Dilma Rousseff.

Os detalhes da denúncia formulada pela Lava Jato são estarrecedores: Lula comandou a mais ousada, despudorada e ramificada organização criminosa de que se tem notícia para financiar, por meio do assalto aos cofres públicos, o governo petista, o projeto de poder dele e do PT e para enriquecer-se e a seus cúmplices. O mais notório deles é o ex-ministro José Dirceu, condenado, num dos processos pelo qual foi julgado, a mais de 20 anos de prisão em regime fechado.

A consistência e amplitude da denúncia colocam Lula, que se jacta de ser “a viva alma mais honesta deste país” (modesto ele: por que não do mundo?), a um passo da prisão. A denúncia foi dirigida ao juiz federal Sergio Moro, conhecido pela precisão e rigor de suas sentenças.

Quem será preso primeiro: Lula ou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, cujo mandato acaba de ser cassado, Eduardo Cunha?

Cunha responde a vários processos por corrupção – a Petrobras foi sua vítima principal -, que, com a perda da imunidade parlamentar, serão remetidos pelo STF ao mesmo Sergio Moro.

O deputado cassado é um batedor de carteiras diante de Lula, levando-se em consideração a influência, extensão e capacidade criminosa. O primeiro se ateve ao poder que sua condição de legislador permitiu; o outro, chefiou o país por oito anos e usou sua influência sobre o sucessor para manter em funcionamento a organização criminosa que, segundo a Lava Jato, instituiu e comandou.

O Brasil – aleluia! - se livrou de Dilma, o mais nefasto chefe de governo de que se tem notícia; livrou-se de Cunha e agora assiste à pulverização do mito Lula. E isso no espaço de apenas 15 dias! Os três maiores embusteiros da política caíram em desgraça, atestando - para o bem geral da Nação – a sabedoria da sentença de Abraham Lincoln: “Pode-se enganar a muitos por muito tempo, mas não a todos por todo o tempo”.

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