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Petistas retomam a chicana. E se condenam ao fracasso

Os petistas cumprem à risca no Congresso a estratégia de sabotar o governo do interino Michel Temer e tumultuar o processo de impeachment. Mas, assim como perderam nas ruas e no Judiciário, vão acumulando derrotas nesse front.
A primeira grade derrota foi a aprovação, na madrugada de ontem, da nova meta fiscal, se é que pode ser chamado de meta um rombo de R$ 175,5 bilhões nas contas deste ano, o que transforma um superávit de R$ 24,5 bilhões estimado pelo defunto governo Dilma num fracasso retumbante de R$ 200 bilhões!

Fizeram o que puderam para tumultuar a sessão conjunta do Congresso, que durou 16 horas e duraria muito mais não fosse a firmeza de Renan em comandá-la. Chicanas regimentais foram usadas e abusadas pelos petistas e aliados. Para mostrar que estão dispostos a tudo, chegaram ao ponto de, na primeira parte da sessão, destinada a analisar 24 vetos da president@ deposta a votar contra os vetos!

Perderam. E dizem que vão recorrer à Justiça!

E perderam na comissão especial do impeachment, que retomou os trabalhos ontem, ao invocar – como fizeram na Câmara e na primeira fase do processo no Senado -, que o processo tem “vício de origem”. Ontem, por causa de Eduardo Cunha, hoje por causa de Romero Jucá. Amanhã, por causa da disfunção gástrica de algum opositor...

Perderam e disseram que vão recorrer!

E vão recorrer inutilmente, pois o STF tem referendado todos os atos do Congresso desde que, em dezembro, foi determinado o ritmo do impeachment.

Os petistas e aliados ressuscitam o procedimento de antes da chegada ao poder – obstrução, tumulto, chicanas, gritos, dedos em riste -, mas sem o poder dos velhos tempos. O método pavimentou o caminho para a conquista do poder; agora – desacreditados, humilhados, depostos desonrosamente do poder e acuados por uma cordilheira de crimes – o que fazem consolida a sepultura que cavaram para si próprios.

Acompanhe José Pedriali