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Petistas transformam comissão do impeachment em sessão de umbanda. Da pesada

As reuniões da comissão especial do impeachment no Senado estão cada vez mais parecidas com uma sessão grupal de terapia de psicóticos. Ou de descarrego. Ou de umbanda da pesada, com a possessão de uns poucos, que, no entanto, fazem o diabo com o restante.

A de ontem foi a mais patética, grosseira, bufônica, escalafobética de todas. Saravá!

E os psicóticos, possessos ou incorporadores de um pai de santo doido de pedra foram os petralhas e afins, liderados por Gleisi Hoffman e Lindbergh Farias, do PT, e Vanessa Graziotin, do PCdoB.

Justiça seja feita: aos líderes se juntou o advogado-geral do Dilmão, José Eduardo Cardozo, que chegou ao cúmulo de arrogar-se o direito de interferir a qualquer momento na sessão, interromper e interpelar quem quer que fosse. Dar as cartas, enfim!

“Questão de ordem, senhor presidente”; “questão de ordem”; “é para contraditar, senhor presidente”; “peço a palavra, senhor presidente”; "isso é um tribunal de excessão!". E mais isso e mais aquilo, e esse bando de tresloucados tumultuou a sessão durante dez horas, chegando ao disparate de abandoná-la quando, derrotado em todas as questões e atropelado em todas as chicanas, viu cair por terra a carta que tinha na manga para devolver Dilma, Lula e o PT ao poder: o argumento falacioso de que a madame foi vítima de uma “conspiração” de corruptos para impedir o avanço da Lava Jato - deixaram a sala, batendo os pés e fungando!

E entre eles estava o advogado-geral do Dilmão. Cardozo, o Garboso (na definição de Reinaldo Azevedo), não se conformou com a decisão do plenário de seguir o relator e sepultar sua preciosa tese da conspirata maldita e lá foi, célere, raivoso, bater às portas do STF... onde, aliás, foi derrotado em TODAS as reclamações que apresentou.

Tumultuar, tumultuar; sabotar, sabotar – eis o que restou ao PT depois de ter sido merecidamente alijado do poder, o poder que conspurcou como nunca antes na história deste país.



Se não teve dignidade quando no poder, desonra-se ainda mais fora dele. Mas seus membros e aliados não precisavam descer tanto, amesquinhar-se ainda mais lambuzar-se anda mais com a lama que produziram com a mentira, os embustes, a corrupção que promoveram em 13 anos, quatro meses e 12 dias no poder. E zombar de si mesmos.

O comportamento de ontem correspondeu à passeata que fizeram, também comandada pelos Três PaTetas Gleisi, Vanessa e Lindbergh, na Praça dos Três Poderes, para comemorar a decisão do aloprado presidente interino da Câmara, Valdir Maranhão, de anular a sessão de 17 de abril, que admitiu o julgamento de Dilma pelo Senado por crime de responsabilidade.

Eufóricos, rebolantes e sincronizados no esquete que registraram para a história da estupidez, eles festejaram uma farsa – mais uma tramada por Cardozo -, que seria anulada algumas horas depois.

Babacas: quem tem pressa come cru!

(Dá vontade de fazer uma sátira que rime o destino desses panacas com o ato de comer cru, mas prefiro, em respeito à família brasileira, dedicar aos PaTetas os polidos versos que seguem a esta postagem.)

Acompanhe José Pedriali