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Pimentel, outro petista a caminho da prisão

O governador petista de Minas Gerais, ex-ministro de Indústria, Comércio e Desenvolvimento de Dilma em seu primeiro mandato e ex-companheiro de luta armada da presidente@ afastada Fenando Pimentel (à esquerda) se complica cada vez mais na Operação Acrônimo, deflagrada para tentar desvendar seus muitos negócios nada republicanos.

Se já havia evidências de sobra de que ele levou milhões de propina quando na chefia do ministério, tendo como principais “clientes” as montadoras de veículos, especialmente a Caoa, detentora da marca Hunday no Brasil, eis que agora seu braço direito, confidente e empresário que enriqueceu à sombra do PT, Benedito Rodrigues, o Bené, decidiu dar com a língua nos dentes.

E não só endossou tudo o que a Polícia Federal e o Ministério Público haviam descoberto até agora com foi além: cravou em R$ 20 milhões o total de “pixulecos” – resgatemos esse termo tão querido aos réus do PeTrolão – somente da Caoa.

E deu detalhes das operações que renderam essa fortuna – alterações em portarias e medidas provisórias que beneficiaram a empresa -, da transferência do dinheiro e de sua aplicação: parte na campanha de Pimentel ao governo mineiro, parte para uma conta pessoal no exterior.

Bené é velho conhecido dos investigadores e tornou-se público e notório ao ser detido no aeroporto de Brasília transportando uma mala com mais de R$ 100 mil no início do segundo turno da campanha eleitoral. Vinha de Belo Horizonte.

A delação de Bené, que está preso em Brasília desde o mês passado, é volumosa – tem 20 anexos, um deles relativo à Caoa. E ele conhece os subterrâneos não apenas das negociatas de Pimentel, mas de outros figurões do PT, ao qual serviu com todo o empenho desde que Lula chegou à presidência, no longínquo 2003. Foi ele, por exemplo, que alugou a casa em que, na pré-campanha de Dilma para a presidência em 2010, articulou-se a quebra de sigilo bancário e fiscal de tucanos, entre eles José Serra, adversário da madame.

Em compensação, a empresa de sua família, uma gráfica de fundo de quintal, abocanhou centenas de milhões de reais em contratos com o governo. E viva a ética petista!

A Acrônimo envolve a mulher de Pimentel, Carolina de Oliveira, que teria recebido propina por meio de uma empresa de comunicação em seu nome, a Oli. Para obter foro privilegiado, ela foi nomeada no final do mês passado secretária de Trabalho e Desenvolvimento Social, mas sua nomeação foi anulada pela Justiça.

A Procuradoria-Geral - que homologou a delaçaõ de Bené - pediu ao STJ o afastamento de Pimentel do cargo sem a necessidade de autorização da Assembleia mineira, onde o petista tem maioria. O por enquanto governador teve as contas de campanha reprovadas pelo TRE e corre o risco de ter anulada sua diplomação.

Acompanhe José Pedriali