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Plano de Lula põe pá de cal no esforço contra impeachment

Em reunião no Palácio da Alvorada, na noite de terça-feira, com Dilma e senadores petistas e afins – o regabofe ficou por conta do contribuinte -, o ex-presidente Lula soou o diapasão que os aliados devem entoar para convencer seus colegas que votaram pelo julgamento de Dilma a mudarem de posição: a antecipação das eleições.

Antecipação que seria feita por meio de plebiscito, convocado por Dilma assim que escalasse a rampa do Planalto...

A flauta mágica de Hamelin que os aliados deverão tocar terá como melodia o desgaste que o governo Temer sofreu em sua estreia, desgastes que culminaram a saída de Romero Jucá.

Por que antecipar as eleições?

Lula admitiu a seus atenciosos ouvintes – 12 senadores dos 22 convidados – que, se Dilma voltar ao poder, ela estará mais enfraquecida do que antes e não terá condição de concluir seu mandato. A antecipação das eleições será, assim, o caminho para abreviar a agonia e permitir que ele, Lula, o salvador da nação petista, tenha chance de voltar ao poder – se até lá não estive preso, o que lhe dará o tão esperado salvo-conduto contra o juiz Sergio Moro.

Ao admitir a inviabilidade do governo Dilma no caso surreal de ela voltar ao poder, Lula põe a pá de cal no esforço contra o impeachment, pois nenhum senador em sã consciência, de posse dessa informação – que é pública, pois está no Estadão de hoje – ousará devolver ao poder um cadáver político.

E a ausência de dez dos senadores convidados pressagia o fracasso da estratégia, tornando ainda mais lúgubre o horizonte petista. Os faltosos ao encontro com a “viva alma mais honesta deste país”, que capitaneia o esforço para devolver ao poder sua criatura, vítima de um “golpe” promovido por “conspiradores corruptos”, votaram contra a abertura de seu processo...

Moral da história: nem os ratos se deixam levar pelo encanto da flauta mágica...

Acompanhe Jose Pedriali