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Possível prisão de Lula deixa o Planalto de prontidão

O ex-presidente Lula voltou à jurisdição do juiz Sérgio Moro por determinação do ministro do STF Gilmar Mendes, que acolheu pedido de liminar suspendendo a posse dele como chefe da Casa Civil e presidente de fato da República.

A decisão aconteceu na noite de sexta-feira, simultaneamente ao comício de Lula na Paulista para os manifestantes pagos pelo PT para colorir de vermelho a Avenida Paulista, cindo dias depois de ela ter sido coberta de verde e amarelo pela multidão de descontentes com o desgoverno Dilma, o PT e o mesmo Lula.

Se havia elementos de sobra para – a exemplo do que ocorreu com dezenas de réus da Lava Jato – a prisão preventiva de Lula antes de sua nomeação, os telefonemas grampeados pela Polícia Federal e sua posse como chefe da Casa Civil (ou da Custódia?) comprovam a tentativa desassombrada dele e do desgoverno Dilma para blindá-lo da Lava Jato.

Na quinta-feira passada, quando sua nomeação foi confirmada por Dilma, Moro se preparava para atender ao pedido da força-tarefa da Lava Jato para ordenar a prisão de Lula. A informação da coluna Radar, da Veja. A correria do Planalto e do investigado tinha, portanto, procedência. O termo de posse enviado por Dilma a Lula por um mensageiro da Casa Civil comprova que o documento não passava de um salvo conduto. (Se o Planalto soube ou não da operação é uma história que merece ser investigada, assim como a fraude do documento exposto por Dilma na solenidade do Planalto – não tinha o brasão da República, entre outros pecados.)

A situação de Lula na Lava Jato se deteriorou, portanto. E vertiginosamente.

A decisão de Mendes terá de ser referendada (ou não) pelo plenário do Supremo, que só dedicará a ela após a Páscoa. Até lá, portanto, Lula ficará refém de Moro.

E é isso que ele e o Palácio do Planalto, transformado em instrumento de sua defesa, temem. E o medo os levou a estreitaram a união neste final de semana, numa operação desesperada, para evitar o pior – que Lula seja preso.

A Advocacia-Geral da União, que se transformou no governo petista em banca de defesa dos criminosos do partido, o que inclui o ex-presidente e a presidente@, e os advogados de Lula estão trabalhando freneticamente neste final de semanas. O desespero é expresso nas várias ações a que deram entrada no STF, solicitando ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, que suspenda todas as ações contra a nomeação de Lula – inclusive a decisão de Gilmar Mendes.

Um disparate, já que é tradição dos membros da Casa jamais derrubar liminar de um colega – atribuição que compete ao colegiado.

É o que lhes resta a fazer. Além de jogar os fanáticos do PT e afins contra a honra do juiz Moro e sua família. E ameaçá-lo de morte...

(Não creio que Moro aproveitaria a brecha jurídica para prender Lula. Ele já demonstrou não ter pressa e é preciso em suas decisões – 95% delas referendadas pelas instâncias superiores. A nomeação de Lula está mais do que caracterizada como um ato para lhe conferir foro privilegiado e afastá-lo do juiz de primeira instância. Além do mais, Lula ofendeu a honra do STF ao chamar o tribunal de “acovardado”. É só uma questão de dias, poucos dias, para o STF decidir pela nulidade da posse. E então Moro terá o caminho desimpedido – e avalizado pelo STF - para chegar ao chefe da “organização criminosa no poder”, como bem definiu um investigador da Lava Jato.)

AcompanheJosé Pedriali