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PT discute o futuro. Mas que futuro?

A cúpula do PT está reunidad esde ontem, em Brasília, para discutir o futuro do partido após ser apeado do poder na quinta-feira, quando Dilma Rousseff – que faz história como o pior chefe de Estado da história – desceu a rampa do Palácio do Planalto.

E desceu para ser julgada pelo Senado por crime de responsabilidade, ficando, até a sentença, docemente exilada no Palácio da Alvorada. Suas chances de voltar, no entanto, são menores do que a aterrissagem de um disco voador na Esplanada dos Ministérios do dia do seu julgamento final.

Dilma desceu a rampa escoltada por Lula – um Lula sorumbático, suarento e arrasado –, aclamada por um magote de simpatizantes.

Lula não estará no encontro do PT, pois sabe que, assim o dele, o futuro do partido é sombrio.

Lula está na iminência de ser preso por corrupção, falsidade ideológica, formação e quadrilha, obstrução da Justiça, ocultação de patrimônio, etc.

E o PT não ter perspectiva de poder, tamanha a lambança que praticou, lambança que veio à tona no desgoverno de Dilma.

Qual partido sobrevive sem perspectiva de poder, razão de ser de toda agremiação política? Nenhum!

O que resta ao PT até ser sepultado é praticar a única coisa que demonstrou fazer à perfeição: oposição destrutiva. E é o que está fazendo desde antes de Dilma descer ao rés do chão da Esplanada dos Ministérios: fragilizar as instituições – o Congresso e o Judiciário -, ao acusá-las de promover um “golpe” por meio de uma “fraude judiciária”.

O esperneio pretendido pelo PT não passará, contudo, de minguadas manifestações de rua, como as que tivemos neste final de semana, e a obstrução continuada no Congresso a todo e qualquer iniciativa de Michel Temer.

De nada valerá, a não ser afundar-se ainda mais no descrédito e na desonra e, assim, manchar ainda mais o seu passado. Pois o passado é o que resta ao PT e a Lula.

Acompanhe José Pedriali