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PT faz "ato de desagravo" a Gleisi. E ignora os milhares de trabalhadores que o companheiro dela lesou

A bancada petista no Senado saiu ontem em defesa da companheira Gleisi Hoffmann, que teve o apartamento em Curitiba revistado pela PF e o seu em Brasília invadido para que o companheiro conjugal Paulo Bernardo fosse preso.

Disseram os petralhas que essas ações visaram a “fragilizar” a defesa de Dilma na comissão de impeachment, onde Gleisi se destaca como membro da atabalhoada e enervante “bancada do holofote”. Para esse petistas, a prisão de Bernardo teve a finalidade de “constranger” Gleisi – que se ufana de ser “soldada do Planalto” e cuja reforma no apêndice nasal lhe deu o apelido de “narizinho”.

Um por todos, todos por um, os petralhas do Senado fizeram um “ato de desagravo” à companheira.

Gleisi, que não compareceu à sessão de ontem, divulgou nota para afirmar que a prisão do companheiro foi uma manobra para “tirar o foco” da corrupção do governo Temer (sic) e que ela – snif! snif! - se sentiu agredida na “condição de esposa e mãe”.

Nenhuma palavra sobre o crime imputado a Bernardo e fartamente documentado, que foi o desvio de R$ 100 milhões de servidores federais por meio de uma empresa contratada pelo Ministério do Planejamento, quando ele era o titular, para gerenciar crédito consignado.

Milhares e milhares de trabalhadores do serviço público federal foram lesados, e o Partido dos Trabalhadores faz um “ato de desagravo” à companheira do acusado de comandar o roubo!

E este não foi um episódio isolado: a roubalheira que o PT comandou na Petrobras e estatais, nas obras públicas, no uso do BNDES para financiar, com juros subsidiados, empreiteiras financiadores do partido; a expansão dos programas sociais, com destaque para o Minha Casa, sem lastro no erário – o que obrigou o Tesouro a pagar juros escorchantes – comprovam que o Partido dos Trabalhadores se comportou no governo como o principal algoz daqueles que diz defender.

E, para culminar essa traição em série, Lula, que se proclama o maior defensor dos trabalhadores e pobres da história brasileira (modesto, ele!), foi aquinhoado com um tríplex de frente para o mar no Guarujá, mobiliado e equipado com elevador exclusivo pela empresa OAS, à qual o PT transferiu o passivo da Bancoop, a cooperativa habitacional que criou e espoliou para financiar suas atividades. Milhares de associados – todos trabalhadores – estão até hoje sem os imóveis que pagaram e os que os receberam tiveram que se submeter às condições extorsivas impostas pela empresa.

Empresa que, além de doar o tríplex a Lula, mobilizou o sítio em Atibaia que “não é dele”...

Os milhões de trabalhadores lesados – da Bancoop ao Planejamento, das estatais às obras faraônicas, superfaturadas e inacabadas, etc. – jamais mereceram um “ato de desagravo” do Partido dos Trabalhadores...

Crueldade!

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