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Requião comprova: lealdade e coerência não são seu forte

Lealdade e coerência não são virtudes que devem ser atribuídas a Roberto Requião – que o diga, esteja onde estiver, o finado José Richa, entre tantos os que foram vítimas desse comportamento do hoje senador...

Requião comandou a invasão do diretório estadual do partido, em agosto de 2014, e o dissolveu, para impedir o apoio da sigla ao tucano Beto Richa, que disputava a reeleição. E, um ano depois, expulsou do partido o ex-governador Orlando Pessuti por ter aceitado uma diretoria do BRDE em troca do apoio ao tucano.

E, agora, se tornou um dos líderes da articulação para devolver Dilma Rousseff ao Planalto para que ela antecipe as eleições, previstas para 2018.

Ora, ele está traindo o presidente em exercício Michel Temer, que até anteontem presidia o PMDB nacional. O partido, segundo maior aliado do PT, rompeu com Dilma e passou a comandar o processo de impeachment da madame.

Na votação de 11/12 de abril, Requião divergiu do partido e votou contra o afastamento de Dilma.

O jantar que ofereceu quarta-feira à noite, em sua residência em Brasília, aos 21 colegas que, como ele, votaram contra o impeachment e mais três que aderiram ao grupo, em troca da promessa da antecipação das eleições, equivale a um tiro de misericórdia na sua relação com o PMDB. E com o presidente em exercício.

Deveria, para ser coerente com o que fez com os colegas do Paraná, desfiliar-se do partido.

Mas, como dito no início desta postagem, coerência e lealdade não são o forte de Requião...


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