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Semana nova, governo novo. Vida nova

E começa a segunda semana de maio: semana nova, governo novo, vida nova.

Devidamente instalado, o governo do presidente Michel Temer começará a anunciar suas primeiras medidas. E a mais urgente delas é um plano econômico que detenha a sangria dos cofres públicos e reanime a economia.

Tarefa hercúlea diante do abismo fiscal e retrocesso econômico em que nos enfiou o desgoverno do PT.

O que dirá Meirelles? Eis a grande expectativa, já que ele é o eixo do governo. Sua experiência e credibilidade induzem a esperar que, por mais duras que sejam as medidas que ele venha a anunciar – e têm de ser, não tem outro jeito -, começaremos a respirar. Os sustos e solavancos que pautaram o segundo malfadado mandato de Dilma não devem ter espaço na agenda de Meirelles.

Temer se reúne hoje com dirigentes das centrais sindicais para expor a gravidade das contas da Previdência. Diminuir o ritmo do déficit dessas contas é imperativo de sobrevivência. Não sentiremos o efeito agora, mas sem isso o futuro estará comprometido.

Dialogar... eis uma coisa que Dilma jamais foi capaz de fazer. Quando chamou as centrais sindicais para “dialogar” era tarde demais e, além disso, não houve diálogo, e sim monólogo, especialidade da madama presidenta afastada.

De intenções o inferno está forrado, diz o velho ditado. Mas a primeira atitude do novo governo enseja esperar que o anunciado no discurso de posse de Temer e por alguns de seus ministros seja, de fato, posto em prática.

A primeira atitude foi alvissareira: o chega pra lá do Ministério das Relações Exteriores, agora sob o comando de José Serra, aos países bolivarianos que denunciaram o “golpe” contra Dilma. Cuba, Nicarágua, Equador , Bolívia e Venezuela receberam uma reprimenda: em primeiro lugar, esses países não são democráticos; em segundo, denunciam o que não houve. E tiveram de enfiar o rabo entre as pernas.

Mas eis que um tal de El Salvador, que se mantinha em silêncio, anunciou que não reconhece o governo de Temer. Nossa, o que será de nós sem El Salvador! E por que seu governo não reconhece Temer? Porque é governado por um herdeiro da oganização guerrilheira comunista Frente de Libertação Farabundo Martí e seu último presidente, Maurício Funes (2009-2014), que mantém ascendência sobre o sucessor, é casado com a brasileira Vanda Pignato, que é petista...

O mimimi desses países revela a solidão do PT. Eles não significam nada: Europa, Estados Unidos, Ásia – e até os governos ditatoriais da África, beneficiados com perdão de suas dívidas e com obras faraônicas financiadas pelo BNDES – se calaram. E quem cala, consente.

Acompanhe José Pedriali