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Serra assume Itamaraty e avisa: Brasil não tem ideologia

Celso Lafer, então chanceler brasileiro no governo FHC, foi obrigado a tirar os sapatos para o setor de imigração dos Estados Unidos no aeroporto de Washington Estava em viagem oficial. Foi uma descortesia sem precedentes por parte do governo norte-americano.

O Itamaraty reagiu e o governo dos Estados Unidos se desculpou.

O caso foi usado pelo PT para criticar a diplomacia do Brasil, que Lula rotulou de “vira-latas”.

A diplomacia petista fez o Brasil não apenas tirar os sapatos, mas a ficar de quatro (perdão, leitores, mas não encontro imagem melhor) para paisecos do Quarto Mundo como as ditaduras da África subsaariana, Cuba, Venezuela, Equador e – o mais emblemático de todos – a Bolívia.

Pois diante desses países, que fizeram o que bem entenderam com o Brasil – que tantas glórias acumulara em sua política externa -, o governo do PT não apenas se descalçou, como permitiu que pintassem e bordassem sobre a nossa reputação. E ainda se beneficiassem de nossos recursos.

A Bolívia confiscou os ativos da Petrobras – refinarias e postos de combustível -, e o então presidente Lula aplaudiu. Jamais fomos indenizados e, ainda, o governo petista passou a pagar mais pelo gás produzido naquele país.

Esses são alguns casos que ilustram o que o petismo fez da diplomacia: extensão de sua ideologia e instrumento para financiamento do partido, por meio dos empréstimos camaradas do BNDES às empreiteiras com obras em países “amigos”. E, ainda, de enriquecimento de alguns de seus líderes. Que o diga Lula, que faturou R$ 27 milhões em “palestras” para empreiteiras beneficiadas com esses empréstimos, e José Dirceu, condenado hoje à prisão por ter recebido R$ 15 milhões dessas mesmas empreiteiras, propina que disfarçou como "consultoria".

Os tempos mudaram. José Serra assumiu ontem o Ministério das Relações Exteriores, que, após a posse do presidente interino Michel Temer, peitou com hombridade a campanha de difamação movida pelos os órfãos do governo petista na América Latina – os tais “bolivarianos”.

Ao assumir o cargo, Serra anunciou que o Brasil retornou aos trilhos que, até o advento do petismo, constituía uma das riquezas nacionais. “A diplomacia voltará a refletir os legítimos valores da sociedade brasileira, e não mais as preferências ideológicas de um partido político”, disse ele.

Rui Barbosa, a “Águia de Haia”, cujo legado o PT vilipendiou, deve estar exultante. Esteja onde estiver.

E o "professor" Marco Aurélio Garcia (à esquerda), que fez da diplomacia extensão dos interesses do PT na condição de "assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, está, com certeza, rangendo os dentes. - que, dizem os que tiveram o infortúnio de receber seus bafejos, não são exemplo de asseio.

Acompanhe José Pedriali