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Temer dá aval para Barros chefiar a Saúde

O futuro presidente Michel Temer avalizou, segundo O Estado de S. Paulo, a indicação do PP para o deputado federal Ricardo Barros, do Paraná, chefiar o Ministério da Saúde no provável governo do peemedebista, que será instalado após decisão do Senado de julgar Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. A decisão está prevista para esta quarta-feira.

O favorito do partido para a Pasta era o cirurgião paulista Raul Cutait, foi defenestrado por impor a condição de nomear diretamente seus auxiliares.
Barros passou o final de semana em São Paulo em reunião com médicos de projeção nacional para ouvir deles as prioridades da área e pedir que o apoiem caso ela assuma de fato o ministério.


Segundo Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo,Barros se reuniu com os cardiologistas Roberto Kalil Filho e Fabio Jatene, com o oncologista Paulo Hoff, com o pediatra Paulo Chapchap, CEO do hospital Sírio-Libanês, e com Ludhmila Hajjar, chefe da UTI do Sírio e do Incor, entre outros.

Barros, marido da vice-governadora do Paraná Cida Borghetti, é engenheiro por formação e político por profissão. E foi o indicado do PP na negociação com a cada vez menos presidente Dilma para rejeitar o pedido de impeachment dela na Câmara. Naquela ocasião, Dilma ofereceu dois ministérios ao PP - que comandava o de Cidades - e a presidência da Caixa Econômica. Mas o canto de Michel Temer soou mais alto: o PP votou pela admissibilidade do julgamento de Dilma e, em troca, ficará com os mesmos ministérios prometidos por ela.

 O PP trocou um governo agônico por um na iminência de nascer.

Acompanhe José Pedriali