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Zavascki joga água, mas não apaga a fogueira

A decisão do ministro Teori Zavascki de trazer para o STF a investigação da Lava Jato sobre Lula joga água na fogueira do caso político-policial mais crítico da atualidade, mas não a apaga – apenas atenua as chamas e seu calor. A brasa continua lá e voltará à condição de labaredas quando o processo for devolvido ao juiz Sérgio Moro.

Zavascki atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União, que considerou que a revelação dos grampos telefônicos envolvendo a presidente@ sem rumo Dilma Éumbeffe! ameaçaram “a soberania nacional” – um disparate, que não ameaçou coisa nenhuma a não ser a ocultação da farsa da posse de Lula como chefe da Casa Civil para blindá-lo do rigoroso juiz da Lava Jato.

Ele impôs sigilo aos grampos, embora reconheça ser tardia a providência, que, no entanto, poderá ser útil para não comprometer o processo.

Sua decisão é festejada pelos petistas e replicada com estardalhaço pela Pestapo – a rede de difamação montada pelo PT na internet. Zavascki está sendo tratado como o salvador do Estado de Direito que, segundo a alucinação petista, é ameaçada por Moro. E, consequentemente, o ministro é visto com extrema desconfiança pelos opositores do PT – hoje 90% da população – por ter afastado Moro, mesmo que temporariamente, do encalço do ex-presidente fujão.

Moro tem dez dias para que encaminhe ao STF tudo, tudo, tudo o que recolheu sobre Lula, material que, por sua vez, será enviado à PGR para ser esmiuçado. Pode resultar daí – e este é o caminho natural das coisas – uma denúncia contra Dilma por tentativa de obstrução da justiça. A documentação será devolvida ao STF, que, então, se pronunciará sobre que foro é competente para investigar o ex-presidente.

Essa decisão dependerá do julgamento do STF sobre as dezenas de ações contra a posse de Lula na chefia da Casa Civil (suspensa em caráter liminar). O julgamento não tem data definida para acontecer.

Lula ganha alguns dias, talvez semanas, de alívio: não será preso até a decisão do plenário do STF, mas se ela for contrária ao seu interesse (e de Dilma e do PT), então o mundo ruirá sobre sua cabeça, e vertiginosamente.

E, então, a investigação será devolvida a Moro, que já dispõe de elementos suficientes para pedir a prisão preventiva de Lula – e com o aval do STF – por obstrução da Justiça, como revelam os grampos telefônicos da discórdia.

Mas qual será o veredicto?

Num plenário tão esquisito

Em que o dito vira não dito

Só resta apelar a São Benedito!

Acompanhe José Pedriali