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Após distanciamento do PT, Gustavo Fruet teme delação de Paulo Bernardo

Já é notícia velha e recorrente que a campanha de prefeito de Gustavo Fruet (PDT) em 2012 para a prefeitura de Curitiba recebeu recursos de empreiteiras envolvidas com o escândalo de corrupção da Petrobras -- investigado da Operação Lava Jato. 

O foco da Polícia Federal, por ora, nunca foi a campanha do pedetista. Mas a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo pela Polícia Federal, na operação "Custo Brasil" -- um  desmembramento da Lava Jato,   causou extrema apreensão na prefeitura de Curitiba.

O blog apurou que Fruet foi avisado logo cedo da ação da PF e tentou se distanciar ao máximo do caso. Mas os assessores mais próximos do prefeito sabem que os desdobramentos da Custo Brasil pode respingar em Fruet -- comprometendo a campanha de reeleição. 

Diz uma fonte da prefeitura, com ótimo trânsito no gabinete de Fruet, que o raciocínio é logico e direto, e que o prefeito tem sim motivos para ficar preocupado com a prisão de Paulo Bernardo.

Diz ele: "todos sabem que o ex-ministro Paulo Bernardo trouxe recursos para a campanha de Fruet em 2012. Dentro da campanha nunca se questionava a origem. Os recursos eram sempre bem vindos. Desde que o PT virou o alvo da Lava Jato, todas as campanhas que estavam envolvidas com o PT estão sob suspeita. E em Curitiba não é diferente. Depois do chega pra lá que Fruet deu no PT, eles (PT) só aguardam uma oportunidade para dar o troco. 

Com a prisão do Paulo Bernardo e uma possível futura delação premiada, Fruet deve sim se preocupar. Afinal de contas, pensa comigo, por que o ex-ministro pouparia a PF de contar detalhes de como foi a arrecadação da campanha de Fruet?", questiona. "Fruet que já foi companheiro, andou de mãos dadas com o PT, agora vai tentar se distanciar, mas o Paulo Bernardo pode trazer o prefeito de Curitiba novamente para bem perto do PT, ou seja, para o centro da Lava Jato".

Os assessores mais próximos de Fruet, claro, já sabem deste risco e já começaram a revisitar o financeiro da campanha de 2012. Agora é só esperar e torcer para que a Justiça solte Paulo Bernardo.